Nesta quinta-feira (27) a Polícia Federal (PF) deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato batizada de Cobra. O principal alvo desta etapa foi o ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, que foi preso temporariamente. Segundo as investigações, o executivo é suspeito de incorrer nos crimes de #Corrupção e lavagem de dinheiro. Na ocasião, Bendine estava na cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo.

Entenda o Ocorrido

A 42ª etapa da Operação #Lava Jato compreendeu três mandados de prisão temporária e onze de busca e apreensão. As diligências foram cumpridas nos estados do Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

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Entre os presos está o administrador de empresas Aldemir Bendine, considerado um maiores influenciadores do país como gestor de bancos públicos e privados.

Bendine se tornou presidente da Petrobras por indicação da ex-presidente [VIDEO] Dilma Rousseff, após o início da Operação Lava Jato. O executivo assumiu a direção da estatal de fevereiro de 2015 até maio de 2016; naquela época, ele havia deixado o comando do Banco do Brasil em atenção a petista.

Segundo as investigações do Ministério Público Federal (MPF), o administrador já havia requerido da empreiteira Odebrecht o equivalente a R$ 17 milhões em propina. O valor seria referente a facilidades relacionadas às dívidas de financiamentos registrados, intituladas em nome da Construtora. A negociata foi realizada quando Bendine ainda estava à frente da presidência do Banco do Brasil, no entanto, o pagamento não foi efetuado, alertaram os procuradores da força-tarefa.

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Ainda as vésperas de deixar o BB e assumir o cargo na diretoria da #Petrobras, o executivo e seus auxiliares acionaram novamente a empreiteira, só que, desta vez, para solicitar uma quantia menor, ou seja, R$ 3 milhões de reais de forma ilícita. O crédito foi repassado pela própria empreiteira, ao custo de favores e benefícios nas dependências da Petrobras.

Em nota, a defesa do executivo afirmou que a prisão de Aldemir Bendine foi totalmente "desnecessária", até porque todo e qualquer esclarecimento tem sido prestado em colaboração com as investigações da Operação Lava Jato.

Do mesmo modo, o administrador de empresas também se dispôs a conceder informações junto às atividades fiscais e bancária, o que pela lógica traz a "licitude de suas atividades". Ademais, os advogados reforçaram que a medida cautelar foi extremamente inadequada, uma vez que Bendine nunca se negou a "depor" e nem tampouco a "colaborar com a justiça", finalizou o advogado Pierpaolo Bottini.