O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva acaba de ser condenado pelo juiz Sérgio #Moro em nove anos e seis meses no processo da Lava Jato em primeira instância, na ação penal acerca da compra e reforma de um apartamento triplex no Guarujá, em São Paulo. A sentença foi publicada na data de 12 de julho, quarta-feira.

Lula também é denunciado pela Lava Jato no caso envolvendo um sítio na cidade de Atibaia, interior de São Paulo, além de ser réu em mais duas ações ligadas à operação Janus, relativa a contratos no BNDES. Ele também é réu na Operação Zelotes, na qual são apuradas as vendas de medidas provisórias.

O ex-presidente também é citado em mais dois inquéritos na Lava Jato: um envolvendo a Petrobras, responsável pelo crime de organização de fraudes; e outro por obstrução de investigações quando tomou posse de ministro no mandato de Dilma.

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Triplex no Guarujá

Segundo apurado pelo Ministério Público Federal, a construtora OAS é a responsável por doar o triplex em frente à praia de Guarujá, no condomínio Solaris. O triplex era de uma cooperativa de crédito do Sindicato dos Bancários de São Paulo, conhecida como Bancoop, e que acabou decretando falência. Além disso, a ex-primeira dama Marisa Letícia possuía cotas do empreendimento junto a OAS.

Falando de valores, o imóvel rendeu ao ex-presidente Lula o total de R$ 2,76 milhões. Esse valor é a diferença entre o que a família de Lula pagou pelo apartamento e a soma de todas as reformas realizadas nele durante todo o período em que ficou de posse da família presidencial, como por exemplo a instalação de um elevador privativo no imóvel entre os anos de 2013 e 2014. A denúncia foi confirmada com base nas inúmeras visitas feitas por Lula e Marisa Letícia no apartamento, já que o mesmo não está em nome do ex-presidente.

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A defesa de Lula afirma que Marisa Letícia possuía sim uma cota para comprar o triplex, mas que acabou desistindo da compra após descobrir que o Bancoop faliu e o mesmo foi assumido pela construtora OAS. Por este motivo, o triplex continua no nome da OAS, e desde 2010, a Caixa Econômica Federal possui 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel, que está em um fundo gerido pela Caixa.

A defesa ainda alega que as visitas de Lula e Marisa no triplex tinham o único objetivo de conhecer o imóvel para realizar uma possível compra, e que mesmo após as reformas realizadas no local, a compra não foi concretizada.

Mais seis pessoas estão envolvidas na ação penal contra Lula no caso do triplex. Veja a lista completa: Luiz Inácio Lula da Silva, Léo Pinheiro, Paulo Gordilho, Paulo Okamotto, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira. #preso