A #Polícia Federal alterou o grupo de trabalho da operação Lava Jato em Curitiba. A decisão só foi publicada informalmente a quatro delegados que integravam o grupo GT, como era denominado dentro da operação, esses devem se retirar do grupo que estava exclusivamente investigando e trabalhando #Operação Lava Jato. Ou seja eles passam a atuar também em outros casos de corrupção, sem prioridade à um em específico.

O que mudará é o fato que, antigamente, alguns procuradores da República, delegados, escrivães e peritos eram focados só para os casos de corrupção que estavam no âmbito da operação Lava Jato, porém, isso incomodava alguns comandantes da Polícia Federal que acabaram perdendo muitos agentes para investigar outros casos de corrupção.

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Motivos da alteração e para onde vão

Um dos motivos para a alteração foi pelo fato da Delegacia da Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, a Delecor ficar desfalcada pela retirada dos delegados e agentes para a focalização em uma operação específica, agora os mesmos devem voltar para integrar a delegacia.

Entre os investigadores, não há dúvidas que a produção de provas em casos da operação Lava Jato, assim como os dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, será totalmente prejudicada pois terão que se concentrar em outros casos.

Outro motivo para a alteração desse grupo foi a escassez de recursos em outras investigações, já que um dos investigadores da Polícia Federal citou um grande investimento na Lava Jato e pouco em outros casos de corrupção. A tendência é que menos recursos sejam destinados para investigações no âmbito da Lava Jato.

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Em Curitiba, a operação não terá mais um grupo focado para a produção de provas contra os investigados, o juiz federal Sérgio Moro terá que depender da Delegacia para apresentar provas na hora da sentença final.

Caso Lula

O juiz federal Sérgio Moro terá que dá a sentença final ao caso do ex-presidente Lula, e se o magistrado estava aguardando recolhimento de provas, terá que se acalmar um pouco, pois os investigadores que antes eram focados só para isso, terão de burocratizar o processo da investigação.

Uma certa burocracia será instaurada na operação para acelerar outras investigações contra a corrupção, o responsável pela Delegacia deve ordenar o que é prioridade para os investigadores se dedicarem durante suas horas de serviço, e se caso determinar que outras investigações merecem atenção primeiro, os agentes terão que se dedicar à ordem. #Sergio Moro