No #Brasil, ocorreu um "desmanche' da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, e isso tem causado uma grande repercussão negativa e várias críticas dos procuradores. O procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, chegou a dizer que isso seria o "fim da #Lava Jato".

Na #Suíça, as coisas andam diferente e a mudança que teve no Brasil não vai ocorrer por lá. O Ministério Público da Suíça afirmou que as investigações no país continuarão com toda a força, e diferente do Brasil, será aumentado o número de investigadores. O país europeu quer contribuir para acabar com a corrupção que se alastrou na Petrobras.

Em três anos de existência, os investigadores da Suíça congelaram mais de mil contas suspeitas de políticos envolvidos na Operação.

Publicidade
Publicidade

Foram devolvidos aos cofres públicos brasileiros mais de R$ 190 milhões. A equipe dos procuradores teve uma grande atenção do governo suíço e se expandiu para atender a todas as necessidades das investigações.

Esquema criminoso

O procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, afirmou que o processo de esquema criminoso acontecido na Petrobras é muito complexo e por isso é necessário, ao invés de tirar investigadores, acrescentar.

Na força-tarefa do país europeu tem mais de uma dezena de pessoas, incluindo analistas forenses, de tecnologia de informação, especialistas em lavagem de dinheiro, advogados e especialistas em corrupção. Além de tudo isso, o país ainda tem o apoio da Polícia Federal suíça. De acordo com o MP suíço, não se pensa em nenhum momento de desfazer o grupo igual está acontecendo no Brasil.

Publicidade

Mesmo vendo essa "reorganização" acontecendo no país da América do Sul, o MP da Suíça disse que irá manter a força-tarefa e com isso demonstrar a importância das investigações para combater crimes econômicos internacionais e de lavagem de dinheiro.

Ações realizadas

Em mais ou menos 1 ano foram congeladas várias contas num processo que envolveu atos suspeitos envolvendo grandes bancos na Suíça. Um dos exemplos do trabalho da Suíça em parceria com as autoridades brasileiras é o processo criminal que envolvia o ex-deputado Eduardo Cunha, e que foi repassado para o Brasil.

Os investigadores suíços entregaram para os procuradores brasileiros todos os detalhes dos crimes cometidos pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados. O caso estava praticamente pronto, inclusive com detalhes de todos os gastos cometidos pela família de Cunha no exterior. Foi preciso apenas traduzir, disse um procurador de Brasília.