A #Polícia Federal (PF) conseguiu interceptar, na noite deste domingo (02), a viagem para Portugal de um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio de Janeiro, Jacob Barata Filho. Ele já estava pronto para embarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim quando foi surpreendido com um mandado de prisão expedido pelo juiz da 7° Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas.

A força-tarefa da Lava Jato já monitorava o empresário há alguns dias e pretendia prendê-lo logo, mas essa viagem dele, onde só foi comprada a passagem de ida, fez o juiz adiantar o pedido de prisão.

Barata Filho é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pagar propina de milhões de reais para autoridades do Rio de Janeiro.

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Em troca dessa propina, ele recebia facilidades para seus negócios.

O juiz Marcelo Bretas é o responsável pela Operação #Lava Jato no Rio que levou o ex-governador Sérgio Cabral e seus operadores para a cadeia.

Herança

O empresário é dono de várias empresas de ônibus do Rio e de outros estados, possuindo em sua frota mais de 4 mil veículos.

O pai do preso, Jacob Barata, é conhecido como "O Rei do Ônibus" e é fundador do Grupo Guanabara. Ele trabalha no ramos de transportes há mais de décadas e expandiu seus negócios por várias cidades brasileiras. Barata Filho herdou tudo do pai e também é um dos gestores da empresa.

A assessoria do empresário negou que ele esteja fugindo dos investigadores e afirmou que a viagem seria apenas de rotina. Em nota, a assessoria disse que, todo mês, Barata Filho realiza essas viagens para Lisboa pois tem negócios nessa cidade.

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A defesa dele avisou que irá pronunciar sobre o caso após receber os autos do processo.

Conflito nos presídios

O juiz Marcelo Bretas determinou, na sexta-feira (30), a transferência de alguns presos da Lava Jato da Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. O motivo foi a descoberta de conflitos com outros detentos da unidade. O Ministério Público Federal ficou preocupado com a integridade dos presos da Lava Jato depois que a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) não garantiu a proteção deles.

Alguns dos presos que lá estão são os operadores de Sérgio Cabral, como o doleiro Álvaro Novis e o operador Wagner Jordão. O empresário Eike Batista chegou a estar preso nesse local.

O secretário da Seap, Erir Ribeiro, disse que novos incidentes podem ocorrer a qualquer momento pois há uma situação de grande tensão dentro do presídio.