Após "desmanche' da Operação Lava Jato em Curitiba pela Polícia Federal (PF) e a revolta de procuradores que estão vendo os poderosos se protegerem contra irregularidades promovidas por eles, o povo começa a agir.

O relator da Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) #Edson Fachin, foi a primeira vítima e recebeu ameaças por e-mail. Mesmo ele não considerando que isso seja grave, foram encaminhado à segurança da Corte os detalhes das palavras ameaçadoras. O ministro está mais precavido e tem alterado a sua rotina. De acordo com a coluna da revista Veja, Fachin evita estar em público e permanece mais junto com os outros ministros.

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Manifestação

Nesta sexta-feira (07), grupos de apoio à Operação Lava Jato, como o "Vem pra rua, Curitiba", o "Lava Togas" e o "Curitiba contra a Corrupção", se encontraram em um protesto em frente à residência de Edson Fachin, em Curitiba. Eles fizeram encenações teatrais e se dividiram em dois grupos. O primeiro grupo protestava contra os 11 ministros da Corte, vestindo togas pretas e máscaras. Também foram alvo das manifestações o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Aécio Neves, a presidente cassada Dilma Rousseff e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O segundo grupo se manifestava com trajes de palhaço representando o povo brasileiro. Eram cerca de 50 pessoas. Várias bandeiras eram abertas demonstrando apoio à Lava Jato, ao juiz federal Sérgio Moro e várias críticas contra os ministro da Corte.

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Um das frases ditas no protesto é: "A Lava Jato prende e o STF solta".

Velas foram colocadas em árvores como uma tentativa abstrata de iluminar o pensamento dos ministros. Chamaram Fachin de petista e aplaudiram por diversas vezes o juiz Sérgio Moro. A Polícia acompanhou tudo e confirmou que não houve nenhum incidente.

Objetivo do protesto

De acordo com os organizadores do protesto, o objetivo não era apenas se manifestar contra Fachin, mas com o Poder Judiciário em geral. Narli Rezende, representante do movimento "Curitiba contra a Corrupção", disse que é uma vergonha o que os ministros estão fazendo. Soltaram o ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures e tinha provas para ele ficar preso, soltaram a irmã e o primo de Aécio e tinha excesso de provas. "A decisão da Corte nos deixa indignado", disse Narli.

A assessoria de Fachin não quis se pronunciar sobre a #Manifestação e optou pelo silêncio.