Um dos mais "polêmicos" integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, fez uma análise profunda da grave crise política que permeia a realidade brasileira e que envolve diretamente o presidente da República Michel Temer. O magistrado da mais alta Corte do país tentou dar explicações a respeito do jantar que aconteceu em sua própria residência, na capital federal, cuja presença marcante no encontro, era do presidente Michel Temer, além de ministros do governo como Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Oficialmente, a reunião teria ocorrido para que fosse discutida a reforma política no Brasil, porém, nos bastidores, especula-se que o real motivo do encontro teria sido a escolha do nome de Raquel Dodge, procuradora da República, de uma ala considerada de oposição ao atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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Vale ressaltar que Raquel Dodge foi escolhida pelo mandatário do país, como indicada à Procuradoria-Geral da República, assim que termine o mandato de Rodrigo Janot no mês de setembro, por meio de uma lista tríplice de procuradores, através do Ministério Público Federal.

Explicações de Mendes sobre encontro com Temer

O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) Gilmar Mendes, resolveu se manifestar sobre o "polêmico" encontro com o presidente Michel Temer na semana passada. O magistrado afirmou categoricamente que naquela ocasião, teria ocorrido o encontro com o presidente Temer, como algo absolutamente normal e que o tema principal do encontro teria sido a reforma política no país.

Mendes foi ainda mais longe em sua análise, ao defender que a discussão sobre a reforma política teria ocorrido desde o primeiro dia de sua gestão a frente da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que teria conversado com todos os atores, segundo uma entrevista dada pelo ministro à imprensa.

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Entretanto, o mais "intrigante" foi a comparação feita por Gilmar Mendes, em relação ao seu encontro com o presidente Michel Temer, ao mencionar o juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Gilmar Mendes chegou a afirmar que não veria nenhum tipo de problema, se caso o juiz Sérgio Moro recebesse o ex-presidente Lula, ou mesmo, o ex-ministro José Dirceu. O ex-presidente Lula é réu em dois processos no âmbito da Operação #Lava Jato, em primeira instância, cujas investigações estão sob a condução do juiz Sérgio Moro. Já o ex-ministro petista José Dirceu, já foi condenado na Lava Jato em outros dois processos.