A alta cúpula tucana se reunirá no começo desta noite (10) no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, para decidir se irá ou não abandonar o governo do presidente Michel Temer.

Nomes importantes do partido como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quatro governadores, dentre eles, o de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o de Goiás, Marconi Perillo; o prefeito de São Paulo, João Doria e o presidente em exercício do partido, Tassio Jereissati comparecerão à reunião. Vários deputados e senadores também confirmaram presença.

Encontro faz Temer Tremer

Segundo analistas políticos, a saída do PSDB seria o golpe de misericórdia no governo Temer.

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Sem esse importante aliado, não haveria mais como governar. Sem contar que a influência de deputados tucanos sobre outros colegas no Congresso é grande, tornando o impeachment ou a exigência da renúncia, uma realidade.

O encontro ocorrerá assim que o relator Sérgio Zveiter, fizer a leitura do parecer da denúncia contra o presidente #Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas muitos tucanos já dão indícios de que deverão abandonar o barco.

O principal cacique tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dado seguidas declarações de que o presidente Michel Temer deveria ter uma ato de grandeza, renunciando e convocando novas eleições.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin quer que o partido abandone os cargos federais, mas só depois que as reformas trabalhistas forem aprovadas.

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A afirmação foi dada ontem (9) após o desfile em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932. A ideia é criticada por outros tucanos que afirmam que é possível votar a favor das reformas, sem fazer parte de um governo que não tem mais credibilidade junto à população.

Doria em cima do muro

Acostumado a dar declarações pesadas contra integrantes do PT ( já afirmou que o ex-presidente Lula é um cara-de-pau e que o visitará na cadeia, além de dizer que a ex-presidente Dilma é uma anta), o prefeito de São Paulo segue sendo polido ao falar do presidente Michel Temer. Também após o desfile em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932, o prefeito deu uma declaração ambígua, ao afirmar que não defende que o PSDB se mantenha no governo, mas que é preciso ter um olhar para o país, pois uma decisão errada poderá agravar ainda mais a crise.

E o Aécio?

Até o começo desta tarde, não havia nenhuma confirmação se o senador Aécio Neves participaria da reunião. Para quem era até pouco tempo, presidente do partido, a ausência seria uma forma de mostrar o quanto de força ele perdeu no ninho tucano, após as denúncias envolvendo seu nome. #João Dória #Aécio Neves