A crise política no Brasil tem sido algo alarmante e de extrema preocupação. Com o intuito de garantir votos favoráveis à #denúncia feita contra o presidente Michel Temer, diversos acordos e parcerias têm sido realizados.

Muitos deputados têm sido fiéis ao governo atual e têm incentivado outros governistas a também apoiarem Temer. Diante disso, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que é um dos vice-líderes do governo na Câmara, afirmou que o governista que não votar favorável a Temer, indo contra o que foi orientado pelo seu partido, deverá sofrer consequências. Segundo ele, a punição dada para quem votar contrário ao presidente seria a saída da base aliada.

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Perondi, que é considerado como um dos principais aliados e defensores do presidente, afirmou que “não será tolerado nenhum governista que votar contra o governo”, e que “quem não for a favor do novo Brasil, deve ser saído da base aliada”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi quem apresentou a denúncia contra o presidente, que está sendo acusado de corrupção. A votação da autorização está prevista para ocorrer na quarta-feira da próxima semana, dia 2 de agosto, e acontecerá no plenário da Câmara. Serão necessários 342 votos dos 513 deputados para que a denúncia seja aprovada e o STF (Supremo Tribunal Federal) seja autorizado pela Câmara a processar Temer por corrupção.

Os integrantes do PMDB defendem e acreditam na possibilidade da denúncia não ser aceita, pois são necessário ao menos 342 votos contrários, sendo considerado por eles um número alto e difícil de ser atingido durante a votação.

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Entretanto, ainda há votos da base aliada que não foram fechados. Quanto a isso, o PSDB decidiu não interferir na decisão dos deputados e sugeriu que cada um deles optasse de forma livre. O deputado Perondi não recebeu essa decisão do PSDB de forma pacífica. Ao contrário, ele ficou bastante irritado com a decisão.

Câmara aprovou relatório que rejeitava denúncia contra Temer

O relatório apresentado pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) a favor da autorização de abertura de processo contra Temer foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara antes do recesso dos parlamentares. O relatório, que sugeria o prosseguimento da denúncia contra o presidente, foi rejeitado por 44 votos a 25.

Um novo relatório contra a autorização foi feito pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e recebeu a aprovação de 41 a 24. Esta nova proposta recomendava que a denúncia contra Temer fosse rejeitada pelo plenário.

No mês de junho, os líderes do PMDB afirmaram que aqueles que votassem contra o presidente sofreriam severas punições, como advertências e poderiam perder alguns cargos e até mesmo sofrer expulsão. #CrisePolítica #Michel Temer