O presidente da #Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, já trabalha com um cenário pós-Temer, caso se concretize uma possível decisão do Legislativo em autorizar a investigação da denúncia encaminhada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente #Michel Temer. Se o entendimento de parcela majoritária dos parlamentares caminhar para essa direção, o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria apto a fazer a análise do inquérito que envolve Temer, o que poderia culminar, de acordo com uma decisão da mais alta Corte do país, na aceitação da denúncia, resultando no afastamento do atual mandatário do Brasil.

A possibilidade de ocorrer um afastamento do presidente da República por até 180 dias, fez com que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se descolasse do Palácio do Planalto.

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Segundo o deputado carioca, "O presidente da Câmara é presidente da Câmara, não de um governo. Não cabe ao presidente da Casa cumprir o papel de defensor de uma agenda porque essa não é uma agenda da Casa.”

Rodrigo Maia foi ainda mais longe ao considerar que "meu papel no caso da denúncia é ser o árbitro desse jogo. Não é ser defensor de uma posição ou de outra. Não tem como ter uma posição nem para um lado nem para outro.”

Inquérito sigiloso

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, já se prepara para uma eventual transição de governo, já que ele seria o próximo da linha sucessória para a Presidência da República, se o processo que envolve Temer culminar em seu afastamento do posto. Segundo aliados do presidente da Câmara, ele não possui qualquer intenção de derrubar o presidente.

Entretanto, algumas dúvidas pairam no ar, em se tratando de um futuro próximo com Rodrigo Maia como presidente tampão na atual conjectura política.

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O político é alvo de um inquérito considerado de caráter sigiloso junto ao Supremo Tribunal Federal (#STF). As investigações são baseadas em provas que se referem à troca de mensagens entre Maia e o presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro.

Os desdobramentos das apurações são relacionados à suposta doação de campanha eleitoral durante o ano de 2014. O presidente da Câmara Rodrigo Maia, nega que tenha ocorrido a prática de qualquer tipo de regularidade em relação a isso. Aliados de Maia consideram que embora ele não faça qualquer movimento brusco que venha a detonar o governo, também não significa que ele morrerá abraçado ao presidente Michel Temer.