O Brasil vem vivendo uma grande crise política, desde o vazamento do áudio que envolve o presidente da República, Michel Temer, e o empresário, dono da JBS, Joesley Batista. A conversa falava sobre manter o ex-presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha, de "boca fechada". Uma parcela da população vem solicitando como solução uma nova #Intervenção Militar e, inclusive, alguns protestos vem sendo organizados por pequenos grupos da extrema-direita, como por exemplo, o que aconteceu nas vias públicas de Campo Grande.

Um grupo de 10 pessoas se reuniu em uma ponte do viaduto Afonso Pena sobre a Rua Ceará para pendurar bandeiras e faixas a favor de um novo regime militar.

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Somente um dos entrevistados viveu nos tempos da intervenção militar no país. Ele tinha 11 anos durante o #Golpe e afirma que os tempos de segurança eram bem melhores.

Jovens apoiadores da intervenção

A ideia de um novo regime militar não vem só dos mais velhos. Os jovens também aderem ao movimento, como é o caso do manifestante Jean Carlos Borges, de 26 anos. Ele diz que o golpe é a nova solução, pois, naquela época, "não existia uma censura e, sim, uma ordem".

As ideias dos manifestantes que foram entrevistados no local eram mirabolantes. Um deles, inclusive, afirmou que primeiro tem que haver uma intervenção civil nos três poderes para, depois, instaurar o anarquismo, ou seja, o fim do estado.

Apesar de uma boa parcela da população acreditar que um novo regime militar seja a solução, a ideia já foi barrada pelo comandante do Exército brasileiro.

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O militar afirma que tudo deve ser seguido constitucionalmente, inclusive, com a crise política pela qual o país está vivendo no momento, com a condenação de um ex-presidente e a investigação do atual.

Resposta do comandante

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, já deu a resposta aos manifestantes que pedem a intervenção e já disse que um novo regime militar é totalmente inconstitucional. O comandante vê com empolgação a confiança da população nas Forças Armadas, porém afirma que não há qualquer atalho fora da constituição. #Manifestação