O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou de um congresso em São Paulo e se defendeu de várias críticas de que não teria provas suficientes para denunciar o presidente Michel #Temer. De acordo com Janot, existem comprovações das ações fraudulentas do presidente. "Não é possível que eu para pegar um picareta tenha que fotografar ele tirando a carteira do bolso de outro", afirma o procurador-geral da República. Para ele, trazer provas muito concretas é algo difícil, mas o que vale é analisar a narrativa no todo.

Segundo Janot, ao apresentar uma denúncia existem vários indícios contundentes e suficientes que favorecem e fortalecem uma possível ação penal, e as investigações acabarão por produzir as provas necessárias.

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Ameaças

No evento em São Paulo, o chefe da Procuradoria-Geral da República comentou sobre a sua segurança pessoal. Ele afirmou já ter recebido várias ameaças e disse que anda precavido com tudo. Ele possui seguranças em torno dele 24 horas por dia, e afirmou tratar tudo como uma questão profissional.

Janot acabou dando um recado para os seus inimigos. Ele comentou que se ao estar vivo já dá trabalho, eles vão se surpreender mais se ele morrer, pois aí a confusão será pior. O procurador chegou a brincar com o assunto dizendo que os seus inimigos acabam torcendo para ele não cair no banheiro e bater a cabeça porque as coisas iriam piorar para eles, se ele morresse.

Escolha legítima

#Rodrigo Janot tem mais uns três meses para estar no comando da Procuradoria-Geral da República e ele pretende correr contra o tempo para alcançar seus objetivos na luta contra os suspeitos de se beneficiarem com propina.

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Se for aprovada pelo Senado, a subprocuradora que entrará no lugar de Janot, será Raquel Dodge, indicada por Temer. Ela foi a segunda mais votada na lista tríplice da votação interna da Procuradoria.

Raquel Dodge recebeu uma nota da Lava Jato parabenizando pela sua escolha mas muitos procuradores, que são mais ligados a Janot, já disseram que se ela for aprovada no Senado, eles vão abandonar os seus cargos.

Mesmo Janot não tendo boas relações com Raquel Dodge, ele admitiu que ela foi escolhida dentro das normas estabelecidas. Para o procurador, o importante é que o nome dela estava dentro da lista dos três mais votados. Dessa vez, Janot ressaltou que Temer agiu corretamente ao escolher alguém da lista. Isso já seria um avanço institucional importante. #Ameaça