O atual prefeito de São Paulo, João Dória, eleito no primeiro turno das eleições com 53,29% dos votos é conhecido por investidas contra o partido trabalhista e suas ações. Neste sábado (15), em reação ao relatório apresentado na Comissão de Reforma Política, pelo deputado Vicente Cândido, que estipula um período de oito meses pré-eleitorais onde candidatos não poderão ser presos, Dória afirma que essa manobra é para proteção do ex-presidente para que o mesmo possa concorrer às eleições presidenciais de 2018. Esse artigo do relatório está sendo chamado de emenda #Lula, pois blindará o petista contra possível condenação em segunda instância.

O prefeito declara que vai derrotar Lula nas eleições e o colocar na prisão.

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O tucano que está entre os mais cotados dentro do partido PSDB para concorrer às eleições não desanima em aparecer na mídia com discursos polêmicos e sarcásticos como o desse domingo (16), no qual, em uma coletiva de imprensa, Dória debocha do governo petista afirmando só terem feito duas reformas enquanto no poder do país, sendo elas a do tríplex em Guarujá e a do sítio em Atibaia, ambos vinculados ao ex-presidente Lula e sua família.

Cenário Atual

De acordo com uma pesquisa realizada entre 9 e 10 de julho, feita pelo site datapoder360, na qual, foram entrevistadas cerca de 2.178 pessoas acima da maioridade estipulada para votação em 203 municípios, Lula mantém a posição de liderança na corrida presidencial com 27% das intenções de voto seguido por Jair Bolsonaro com 21%, o que conceituaria um empate devido a margem de erro de 3 pontos percentuais.

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A grande esperança dos possíveis candidatos subsequentes e que torna a eleição uma verdadeira incógnita é a expressiva porcentagem representada por aqueles que votariam em branco, chegando a 27%. Há também 7% dos investigados que não souberam ou quiseram opinar.

Situação de Lula

Depois de condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] a nove anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o então ex-presidente aguarda o relatório que será julgado no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4.ª Região) em segunda instância por três desembargadores onde poderão manter, suspender ou acrescer a pena determinada por Moro. Os trâmites do processo podem demorar de 11 a 20 meses de acordo com casos anteriores que chegaram a casa. Os desembargadores afirmam não ter pressa para julgar o caso e que vão analisar o relatório independentes de interesses políticos. #JoãoDória #Pesquisaeleitoral