O procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, #Deltan Dallagnol, usou as redes sociais para rebater declarações do jornalista #Reinaldo Azevedo. Nesta segunda-feira (24), o jornalista postou em seu blog e fez vários comentários em seu programa na rádio BandNews FM sobre acusações contra o procurador. Azevedo disse que Dallagnol conseguiu ingressar no Ministério Público Federal (#MPF) de uma forma ilegal. De acordo com o colunista, Dallagnol entrou no MPF sem ter completado os dois anos de formando que seria uma exigência da instituição.

Dallagnol passou no concurso para procurador da República em 2002, porém, como ele não tinha ainda os dois anos exigidos, ele entrou com uma ação na Justiça e conseguiu o cargo.

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Reinaldo azevedo falou várias vezes que o procurador não respeitou as leis da época.

Dallagnol rebate

O coordenador da Lava Jato rebateu os comentários dizendo que ele teve o aval da Justiça Federal do Paraná, já que, segundo a sentença proferida pelo tribunal, a exigência de dois anos de formando era inconstitucional. Dallagnol afirmou que vários outros procuradores ingressaram no MPF também com aval das decisões judiciais e que aquele episódio não teve nada de excepcional.

O procurador da República ficou indignado e também rebateu o jornalista quando este o acusou de ter sido ajudado pelo seu pai, Agenor Dallagnol, a se tornar um procurador da República. Em nota, Dallagnol disse que seu pai nunca teve nenhum laço com o os órgãos federais que analisaram o seu caso.

Para o coordenador da força-tarefa, as insinuações de Azevedo são maldosas [VIDEO], surreais e irresponsáveis.

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Ele também disse que a intenção do jornalista é deturpar a credibilidade das investigações atacando a reputação dos procuradores.

Desabafo

Antes de postar essa nota de rebate ao colunista, Dallagnol fez um desabafo no Facebook. Ele disse que trabalhar na Lava Jato é viver constantemente com ataques injustos e palavras de ofensas. "Inventam-se fatos para tentar assassinatos morais", ressaltou o procurador.

Dallagnol avisou que não irá desistir de uma sociedade melhor e menos corrupta. Ele revelou que se sente atingido todas as vezes que políticos criminosos são soltos, quando impostos aumentam para a compra de parlamentares e quando o serviço público é péssimo devido a corrupção ter esvaziado os cofres.

Seu colega de trabalho, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, também criticou as acusações de Azevedo e enalteceu o currículo de vitórias de Dallagnol.