Nesta quarta-feira (12), o juiz Sérgio Moro, titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e responsável pela condução de todos os processos em primeira instância da força-tarefa da Operação Lava Jato, proferiu sua sentença a respeito do processo contra o ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio #Lula da Silva, com a condenação por crimes relativos à corrupção e lavagem de dinheiro. Entretanto, de acordo com a decisão determinada pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula poderá ainda recorrer da decisão estando em liberdade.

Apelação da decisão em liberdade

Segundo a decisão proferida pelo juiz Sérgio Moro, "o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, poderá recorrer de acordo com a apresentação de sua apelação em liberdade", conforme a decisão escrita pelo magistrado paranaense em sua decisão.

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Porém, o juiz ressaltou em sua sentença, que o ex-presidente Lula chegou a responder a todo o seu processo referente à aquisição do apartamento de luxo triplex em liberdade.

No entanto, teria orientado que houvesse a destruição de provas e evidências importantes relativas ao inquérito, de acordo com depoimentos prestados pelo empreiteiro, dono da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, além do depoimento dado pelo ex-diretor da área de Serviços da Petrobras, Renato Duque. O juiz Sérgio Moro salientou em sua decisão que pelos motivos supra-citados, conforme os depoimentos obtidos, "poderia cogitar a decretação da prisão preventiva para Lula".

Apesar da possibilidade da decretação da prisão preventiva ao ex-mandatário do país, Moro foi contundente ao afirmar que ao se "considerar uma prisão cautelar, em se tratando de um ex-mandatário do país, não deixaria de acarretar certos traumas, o que a recomendação do Juízo, de forma prudente, é que se aguarde o julgamento a ser conduzido pela Corte de Apelação, antes mesmo de que se possa extrair as consequências que seriam próprias, em alusão à condenação de Lula." O juiz Sérgio Moro condenou Lula a aproximadamente nove anos e seis meses de prisão, em processo que envolve somente a aquisição do apartamento do Guarujá, cujos valore recebidos extrapolam os R$ 3,7 milhões de propinas provenientes da empreiteira OAS.

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Vale ressaltar que a decisão do juiz federal proíbe que ele exerça cargos ou mesmo qualquer tipo de função pública. #SérgioMoro #Lava Jato