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A situação do ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva pode se agravar ainda mais se for confirmada, em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a condenação dada pelo juiz federal Sérgio Moro. Lula foi condenador pelo juiz titular da Operação Lava Jato a mais de nove anos e meio de prisão, de acordo com decisão proferida em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Provas de corrupção

O juiz federal Sérgio Moro decidiu se manifestar sobre o processo que envolve o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Segundo Moro, responsável pela condução de todos os trabalhos em primeiro grau relativos à força-tarefa de investigação da Operação #Lava Jato, não teria ocorrido nenhum tipo de "omissão, obscuridade ou mesmo contradição" em relação à sentença que culminou na condenação do ex-mandatário do país pela prática de crimes de lavagem de dinheiro e de #Corrupção passiva.

Nesta terça-feira (18), durante a manhã, o juiz Sérgio Moro respondeu aos embargos de declaração impetrados pelos defensores de Lula. A defesa de Lula argumentou em sua solicitação, por meio de alguns pontos apresentados, a decisão proferida pelo magistrado. Algumas indagações são relacionadas aos motivos que teriam levado a condenação.

A resposta do juiz Sérgio Moro a respeito dos questionamentos da defesa foi contundente, já que o magistrado afirmou que "a corrupção teria se perfectibilizado com o abatimento dos valores referentes aos valores do apartamento tríplex, como também em relação ao custo das reformas implementadas, provenientes da conta geral das propinas, o que acabou não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade formal do respectivo imóvel".

Sérgio Moro foi ainda mais longe e mais enfático ao explicar o motivo de ter rejeitado a solicitação da defesa do ex-presidente Lula em relação à realização de uma perícia que pudesse rastrear a origem de todos os recursos para a compra e reforma do apartamento tríplex, ao declarar que "não haveria nenhuma correlação, nem mesmo a corrupção ou a lavagem de dinheiro em exigência de que os valores, que haviam sido pagos ou ocultados pudessem ser originários como algo específico de contratos relativos à Petrobras".

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Moro argumentou ainda, em resposta à defesa de Lula, que o ex-presidente "teria se beneficiado de mais de RS 2,2 milhões, em referência a contratos entre a empreiteira OAS e a Petrobras, através de todo um esquema de corrupção implementado". O juiz reclamou da forma com que os advogados de Lula se utilizaram de embargos de declaração, com o propósito para "apresentação de seus argumentos, com o objetivo caracterizado com o intuito de se impugnar a sentença proferida".