Nesta última segunda-feira, 24 de julho, o relator dos processos da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal, 4° região, João Pedro Graban Neto, negou três pedidos que favoreceriam ao ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Os pedidos seriam habeas corpus que questionavam a sentença determinada pelo juiz federal Sérgio Moro, em consequência das investigações da Lava Jato sobre o processo envolvendo um triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

Lula fui condenado a nove anos e seis meses de prisão em decorrência ao triplex e propinas recebidas da empreiteira OAS. O ex-presidente é acusado de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

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Os responsáveis por apresentarem os habeas corpus foram Carlos Erlando da Silva, Wanderson Monteiro de Carvalho e Júlio César Ferreira Franco. No documento de Silva e Carvalho, o pedido era para que a #Justiça não permitisse a condução coercitiva do ex-presidente e também o direito de Lula permanecer em silêncio durante audiência, para que, assim, provas não sejam produzidas contra ele. Para que Lula não seja preso "antes da hora", o habeas corpus enfatizava que a Justiça reconhecesse o direito do ex-presidente não ser preso antes de ser julgado na ação em que é investigado.

O habeas corpus de Franco enfatizava "anulabilidade" da sentença dada por Moro. O desembargador João Pedro Graban Neto não reconheceu os pedidos e explicou que nada impede que um habeas corpus seja apresentado por qualquer pessoa, mas isso deve ser evitado devido incompatibilidade do recurso apresentado pelos impetrantes e o interesse do processo.

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O desembargador aproveitou o momento para se referir sobre um acontecimento do ano passado, quando Lula foi levado no mês de março em condução coercitiva pela Polícia Federal. João Graban Neto enfatizou que ao julgar um habeas corpus apresentado pelo Diretório do Partido dos Trabalhadores de Itaperuna, Rio de Janeiro, os advogados do ex-presidente Lula deixaram bem claro que Lula não autorizou que ninguém se manifestasse através de representação judicial ou extrajudicial em seu nome. Lula disse que apenas seus próprios advogados tinham o direito legal de entrar com ações representando sua defesa perante a Justiça brasileira.

Os três pedidos favorecendo Lula foram negados pelo desembargador.

Lula será julgado em segunda instância, ele é réu em cinco ações na Justiça, a maioria por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. #Sergio Moro