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Torquato Jardim, atual ministro da Justiça empossado pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), declarou nesta quinta-feira (27) que todas as críticas pela dissolução da força-tarefa da Polícia Federal (PF), vinculada à Operação #Lava Jato são inconsistentes.

Entenda o ocorrido

Logo pela manhã, o procurador do Ministério Público federal (MPF), Athayde Ribeiro, havia comentado em uma coletiva de imprensa que os integrantes taxados com dedicação exclusiva para a operação, nem sequer foram consultados sobre a deliberação do encerramento da força-tarefa, ou seja, não conversaram nada a respeito da dissolução do grupo de trabalho, dedicado à Lava Jato em Curitiba. [VIDEO]

No entanto, o ministro alegou que houve uma reformulação no âmbito administrativo da Polícia Federal e afirmou ainda que, a Lava Jato, tramita em pelo menos dezesseis capitais brasileiras.

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Inclusive ressaltou que em Brasília ela está mais extensa do que no Paraná.

Mesmo assim, Torquato negou qualquer indício de que a mão de obra tenha sido reduzida, afinal segundo ele, o grupo efetivo da força-tarefa não foi sintetizado. De fato foi uma reclassificação de agentes qualificados e da estrutura operacional, apenas. O que jamais se equiparou à redução de capacidade.

Em outra entrevista na sede do ministério da Justiça, Jardim foi categórico em negar que teria feito críticas desvirtuando a Lava Jato já à frente da pasta da Justiça, entretanto, anteriormente, quando a Controladoria-Geral da União (CGU) era de sua competência, o ministro confirmou que comentou a respeito das ações da Polícia Federal, ou seja, vivenciaram uma espécie de "contingenciamentos" em tão pouco tempo com tantos recursos, mas nada de cortes orçamentários.

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Até porque os repasses estão sendo restituída na medida do possível.

Na ocasião, o ministro também abordou a polêmica sobre a permanência do Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, reafirmando que não trabalha para sua substituição. Em hipótese alguma ele foi pressionado a sair, pelo contrário, disse que ele (Jardim) e Daiello trabalham juntos em uma "nova" Polícia Federal, porém, ao ser questionado sobre o prazo de retenção do delegado, Torquato desconversou e disse que determinados assuntos, cabem ao presidente #Michel Temer.

Nesta última quinta-feira, foi deflagrada a 42ª fase da Operação Lava Jato e foi mensurado o quanto o MPF e a PF estão distantes em Curitiba. Haja vista que o ofício despachado pelo juiz federal Sérgio Moro, logo foi argumentado pelo delegado da Polícia Federal, Filipe Hille Pace ao afirmar que somente teve conhecimento dos fatos relacionados à investigação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine [VIDEO], pela imprensa, ou seja, Pace queixou-se ao juiz da Lava Jato, que a apurações foi realizada sem o amparo legal policial, de forma unilateral. #Sergio Moro