Publicidade
Publicidade

Lidiane Leite ficou conhecida em todo o Brasil por ser chamada de prefeita ostentação. Ela foi a chefe de governo da cidade de Bom Jardim, no estado do Maranhão e perdeu o cargo após diversas denúncias. A Justiça acabou determinando que as contas de Lidiane fossem bloqueadas. O motivo? Uma ação, no mínimo, macabra. A ex-prefeita que ostentava o luxo nas redes sociais é acusada de se envolver em uma polêmica com caixões. De acordo com a Justiça, ela comprou 265 urnas funerárias para serem disponibilizadas à população, mas com um detalhe, na região morrem apenas vinte e quatro pessoas todos os anos.

Justiça bloqueia os bens da prefeita ostentação após polêmica funerária

Outro problema encontrado é que a prefeita não comprou urnas iguais para toda a população.

Publicidade

Alguns dos mortos receberiam tratamento diferenciado, tendo um túmulo melhor, o que é proibido pelos princípios da universalidade e igualdade do serviço público. De acordo com informações do G1, a Justiça decidiu bloquear os bens da famosa política no fim de semana. Além dela, Rosyvane Silva Leite, dona de uma funerária da região, também é citada, assim como Marcos França e Humberto Dantas.

Ministério Público acusa Lidiane Leite de fraudar licitações durante morte

O Ministério Público também ajuizou uma ordem contra Lidiane. Ela é acusada de fraudar as licitações que envolveriam o enterro de cidadãos de Bom Jardim. A Justiça, após tantas denúncias, mandou que pelo menos R$ 540 mil dos bens da ex-prefeita fossem bloqueados. O prazo para o bloqueio é de 72 horas. Com isso, a política não pode fazer movimentações financeiras.

Publicidade

A apuração feita pelo Ministério Público descobriu que a prefeita comprou 220 urnas chamadas de "populares" pelo valor de R$ 80 mil.

A farra das urnas funerárias em Bom Jardim, no Maranhão

Além disso, ela teria feito a estranha aquisição de vinte urnas funerárias chamadas de super luxo, ao custo de R$ 30 mil. Teve também as chamadas urnas luxo, que custaram aos cofres públicos a quantia de R$ 25 mil. Ao todo, o gasto apenas com isso chega a mais de R$ 130 mil.

Não é a primeira vez que a Justiça decide bloquear os bens vinculados à prefeita. Em abril desse ano, o mesmo tinha acontecido. Naquela oportunidades, as acusações contra Lidiane se referiam à compra do uniforme escolar da Rede Municipal de Educação. A ex-prefeita não comenta as acusações que são feitas contra ela.

Deixe o seu comentário. #Crime #Investigação Criminal