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O líder petista Luiz Inácio #Lula da Silva se defendeu das acusações feitas por Moro durante o julgamento da #Lava Jato e, posteriormente, sua condenação. O mesmo fez duras críticas a toda equipe da operação em questão na Polícia Federal e no Ministério Público Federal. Esta foi a primeira vez em que um ex-presidente teve uma condenação com um crime comum no país.

Nesta terça-feira (18), em entrevista à rádio Capital, de São Paulo, Lula afirmou que não deixará, depois de tanta luta, que joguem sua história na lama e que vai provar que Moro está errado em seu julgamento.

Sobre as atitudes do juiz #Sergio Moro, o petista afirma que o mesmo “não pode continuar se comportando como um czar".

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"Ele faz o que quer, quando quer, sem respeitar o direito democrático, sem respeitar a Constituição. E não deixa a defesa falar”, acrescentou.

Nesta mesma entrevista, o líder petista considerou que Dilma errou ao executar desonerações em setores da indústria, mas que procurou se redimir posteriormente tentando fazer reformas. O mesmo ainda disse que agora todos podem ver que o problema do Brasil não era Dilma.

Esta não é a primeira vez que as criticas são feitas em público e a procuradoria acredita que se trata apenas de uma estratégia da defesa de Lula. O ex-presidente é acusado de nove anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ainda, em um segundo processo, de participar do esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras.

Concorrendo à Presidência do país em 2018 e estando à frente nas pesquisas, Lula acredita que o melhor a se fazer pelo Brasil é adiantar às votações.

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Ele afirma que tem condições para consertar o país e critica o presidente Michel Temer, dizendo que o atual comandante não tem condições morais para seguir no cargo.

Juiz Sergio Moro rebate

Nesta mesma terça-feira, o juiz rebateu as contestações da defesa do petista, afirmando que não houve “omissão, obscuridade ou contradição” na sentença. O mesmo declarou que não pode, em hipótese alguma, prender-se a titularidade formal de objetos.

Respondendo aos advogados de Lula, que afirmam que o tripléx no Guarujá nunca pertenceu ao mesmo, o juiz afirmou que “em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência”. Com essa declaração, o juiz acabou comparando o caso de Lula ao de Eduardo Cunha, o qual poderia ter sido absolvido de modo que também afirmava que não tinha contas no exterior.