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O então ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula [VIDEO] da Silva, em uma entrevista a um programa apresentado pelo jornalista José Ultrajano, na tarde da quinta-feira (20), quando perguntado o porquê do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e o PT (Partido Trabalhista) não se “bicarem”, se excedeu na resposta. Segundo #Lula, o #PSOL não gosta do PT, e desejou que PSOL assumisse o governo de uma cidade para diminuir em metade a frescura do partido. A pergunta é realizada pelo próprio apresentador, aproximadamente a 01h13min02seg do vídeo abaixo.

A afirmativa de Lula não passou despercebida e houve muitas críticas ao ex-presidente pela maneira como o mesmo falou.

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O próprio Psol publicou, em resposta à palavra "frescura", utilizada por Lula, na sua página oficial do Facebook, uma imagem contendo 13 frescuras do partido como: não aceitar propina da Odebrecht; nunca ter apoiado uma Reforma da Previdência; defender os trabalhadores brasileiros acima de qualquer interesse, entre outras.

No velório de Marco Aurélio Garcia, ex-assessor, Lula posou para fotos, e no final comentou o ocorrido na entrevista. Em sua defesa, Lula diz que o tom utilizado no emprego da palavra "frescura" não foi de ataque e citou momentos em que o PSOL atacou petistas.

Em entrevista a rádio Tiradentes, no Amazonas, na manhã desta segunda-feira (24), o ex-presidente foi questionado do porquê de estar adotando um discurso cada vez mais agressivo. Lula foi categórico na resposta, disse que a oposição sabe que não vai derrubá-lo porque o povo está do lado dele.

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Afirmou ainda que quando o seu neto chega em casa perguntando-lhe se é verdade tudo o que dizem sobre ele, a pessoa se torna menos cautelosa, disse que não gostaria de ser duro, mas não há o que fazer, pois a oposição o ataca vinte quatro horas por dia.

A situação de Lula

O ex-presidente fora condenado a nove anos e seis meses pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, em primeira instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e agora aguarda o andamento do processo em segunda instância que será julgado pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). O processo será analisado e decidido por três desembargadores, sendo eles: João Pedro Gebran Neto; Leandro Paulsen e Victor Laus. O trio poderá suspender, manter, ou aumentar a pena estipulada por Moro. A duração do processo pode variar, de acordo com casos anteriores, de 13 a 20 meses, e os responsáveis pelo processo afirmaram não adiantar os trâmites por causa da situação eleitoral de Lula. Segundo Gebran, o processo será examinado como qualquer outro caso.