O juiz federal Sérgio Moro confirmou a data de um novo depoimento do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva para o dia 13 de setembro. O novo interrogatório é referente ao processo que julga Lula sob a acusação de ter recebido ilegalmente um terreno e um apartamento na cidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, onde Lula reside. Ao contrário do interrogatório anterior, quando o ex-presidente se deslocou até Curitiba, o depoimento poderá ser realizado em videoconferência na sede da #Justiça Federal de São Paulo. As informações são do portal G1.

Segundo as investigações da chamada Operação Lava Jato, que investiga pagamentos de propinas para diversos políticos brasileiros, o ex-presidente teria recebido o terreno e o apartamento no ABC paulista do Grupo Odebrecht, que teria utilizado a propina como moeda de troca para receber favorecimentos referentes à Petrobrás.

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De acordo com o processo do Ministério Público Federal (MPF), o valor das vantagens seria de cerca de R$ 13 milhões. Segundo o processo, o terreno seria usado para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula, organização criada pelo ex-presidente após deixar o Palácio do Planalto, em 2011.

Em sua decisão de permitir que o depoimento de Lula seja realizado via videoconferência, Moro usou como justificativa o alto valor gasto com os trâmitos que envolveram o primeiro interrogatório do ex-presidente em Curitiba, em maio, quando Lula e Sérgio Moro ficaram frente a frente pela primeira vez no depoimento do ex-presidente sob a acusação referente ao triplex no edifício Solaris, localizado no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Na ocasião, mais de R$ 100 mil foram gastos pelo poder público com o aparato de segurança e o desvio de ruas planejados para garantir a ordem a segurança do ex-presidente, de sua comitiva, e de manifestas contrários e a favor do petista.

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Caso tripléx: condenação e bloqueio de bens

Na última semana, Moro proferiu a sentença sobre o caso do apartamento tripléx, condenando Lula a 9 anos e seis meses de prisão. Como a condenação foi em primeira instância, a defesa de Lula apresentou recurso e o caso agora será julgado em segunda instância pelo Tribunal Regional da 4ª Região, cuja decisão será tomada por três desembargados responsáveis pela análise jurídica dos recursos dos condenados provenientes dos processos da Lava Jato.

Nesta terça-feira, dia 18, Moro também determinou o bloqueio de bens de Lula, que teve cerca de R$ 600 mil bloqueados pelo Banco Central. Além do valor, dividido em quatro contas atribuídas ao ex-presidente, outros bens de Lula também foram bloqueados, como três apartamentos e um terreno localizados em São Bernardo do Campo. Dois carros também estão na lista de bens bloqueados por decisão de Moro, que deixou de fora um terceiro carro, uma camionete Ford de 1984, classificada pelo magistrado como veículo antigo e “sem valor representativo”.

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A defesa de Lula contesta as acusações e a decisão do juiz de bloquear seus bens. Em nota, os advogados do ex-presidente classificaram a decisão como “ilegal”, declarando ainda que a decisão foi mantida em sigilo e que a defesa não teve acesso aos documentos até sua divulgação pela imprensa.

Antes, os advogados do presidente já haviam emitido uma nota em relação à condenação do ex-presidente. No documento, Cristiano Zanin classificou a decisão de Moro como uma "condenação arbitrária". Para o defensor do petista, a acusação é "absurda" e o juiz agiu com "animosidade" em seu julgamento. Para a defesa do ex-presidente, o juiz paranense se colocou "acima da lei", tratanto o réu e seus advogados "sem a devida urbanidade". #Sergio Moro