Apesar de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estar com a agenda apertada e carregada de assuntos, após ser condenado na última semana a 9 anos e seis meses de prisão, ele não deixou de comparecer ao velório do amigo Marco Aurélio Garcia, antigo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais em seu governo e também da ex-presidente Dilma Rousseff. O corpo foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta sexta-feira (21).

O eminente político, que foi um dos criadores do Partido dos Trabalhadores, faleceu nesta quinta-feira (20) de ataque cardíaco fulminante. Os familiares levarão o corpo do ex-assessor para ser cremado no Crematório da Vila Alpina, neste sábado (22), na Zona Leste da capital.

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Os ex-presidentes lamentam a perda de Garcia

Os ex-presidentes Dilma e Lula compareceram ao velório no começo da tarde. Na ocasião, Dilma afirmou que Garcia era uma “pessoa excepcional” e ajudou muito o Brasil a se destacar na política internacional. A ex-presidente também disse que sentirá bastante a falta do ex-assessor e do “grande amigo” que era.

Já Lula afirmou que o ex-assessor ajudou o Brasil mais do que um chanceler e que sua ideologia política significava a essência dos partidos esquerdistas.

Também compareceu ao velório o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. Amorim disse que Garcia era um eminente professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mas que já estava aposentado. Ele terminou dizendo que Marco Aurélio se esforçou bastante para que o Brasil fizesse frente aos países exteriores.

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Lula e sua palestra na Avenida Paulista

A condenação de Lula, na última semana, movimentou o Brasil inteiro. No entanto, o petista não deixou de comparecer aos eventos marcados.

Além de ter comparecido ao velório do ex-assessor, cuja morte que pegou o petista de surpresa, Lula discursou um dia antes na Avenida Paulista, região central de São Paulo, contra as reformas trabalhistas do presidente Michel Temer (PMDB). Na ocasião, o ex-presidente Lula afirmou que se Temer tivesse o mínimo de consideração com a população brasileira, enviaria uma emenda constitucional ao Congresso para que houvesse eleições diretas.

A vontade de Lula de voltar ser presidente a todo custo

Muitos críticos dizem que Lula almeja as eleições diretas agora pelo simples fato de essa ser quase a sua única chance de se tornar novamente presidente da República. No entanto, o campo político de Lula está cada vez mais estreito: a começar pela condenação arbitrada pelo juiz Sérgio Moro pela Operação Lava Jato.

Uma das únicas formas de ele se eleger é tendo uma eleição direta agora, pois corre o risco de se tornar inelegível para as eleições de 2018, caso a condenação seja mantida ou aumenta em segunda instância. Por isso, o ex-presidente insiste em sempre colocar nos seus discursos o termo “diretas já”, fazendo uma alusão ao tempo em que o povo brasileiro lutava contra a ditadura militar. #Lula ladrão #Dilma Rousseff #Corrupção