A situação da crise política no Brasil pode alcançar novos desdobramentos a partir da "tensão" elevada, com a apresentação da denúncia que envolve diretamente o presidente da República, #Michel Temer. Um dos principais homens de confiança do presidente Temer, o ex-assessor e aliado Rodrigo Rocha Loures, acabou enfrentando uma nova "polêmica" após ter sido liberado da prisão preventiva, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin.

Liberdade 'contestada'

Nesta terça-feira (11), o Ministério Público do estado de Goiás decidiu abrir uma investigação que possa esclarecer como se deu a mudança do status de prisão preventiva para regime domiciliar, em se tratando do ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures.

Publicidade
Publicidade

Segundo os procuradores do Ministério Público goiano, deverão ser concentrados depoimentos de testemunhas para que se manifestem se teria havido algum tipo de benefício ao ex-deputado Rocha Loures, com base ao recebimento de tornozeleiras eletrônicas para utilização em regime domiciliar. As suspeitas se recaem sobre se o ex-aliado de Temer teria se beneficiado ao "furar fila" pela concessão prioritária de uma tornozeleira eletrônica.

O promotor Fernando Krebbs, integrante da área de investigação criminal do Ministério Público do estado de Goiás, foi contundente em suas afirmações ao considerar que Rocha Loures teria "na prática, furado fila". O promotor foi anda mais enfático ao afirmar que "estaria ocorrendo um déficit de tornozeleiras eletrônicas para presos, em algo relativo a cerca de mil equipamentos, culminando numa fila de detentos, o que, desse modo, deveria resultar em investigação".

Publicidade

Já o secretário estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, declarou nesta segunda-feira (10), que a tornozeleira eletrônica que faz o monitoramento de Rocha Loures é algo considerado legal, já que funciona e faz registros via satélite de todos os passos dados pelo "homem da mala". O secretário assegurou ainda que o empréstimo do equipamento não teria afetado o sistema prisional de Goiás,a além de ter sido consumado por meio de acordo oficial. Ainda segundo Balestreri, "não teria ocorrido nenhum tipo de favorecimento a Rocha Loures".

Entretanto, no dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, determinou a soltura do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, havia se manifestado através de uma nota em que afirmava que "não havia tornozeleira eletrônica disponível para o preso e que uma solicitação do equipamento chegou a ser dirigida à Polícia Federal de Goiânia." #STF #Corrupção