Neste domingo (9), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, indeferiu de pronto um mandado de segurança protocolado por deputados do PDT (Partido Democrático Trabalhista) aliados do governo federal. O pedido de caráter urgente tinha como finalidade a suspensão imediata da denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, feita pelo procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot.

Cármen Lúcia não encontrou fundamentos relevantes que justificassem o acolhimento do mandato de segurança e assinado pelos deputados Afonso Antunes da Motta e André Figueiredo, ambos representantes do PDT.

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O conteúdo requeria a isenção do presidente Michel Temer sobre a denúncia [VIDEO] na denúncia que tramita na Câmara Federal, especificamente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

A deliberação foi anexada ao andamento processual da Suprema Corte com um resumo que elencou os fundamentos do artigo 10º da Lei nº 12.016/2009, que resguardaram os reais motivos pelos quais a ministra decidiu pelo indeferimento do mandado de segurança.

Ainda com relação à decisão de Cármen Lúcia, o resumo ainda fez constar que o demandado remédio jurídico (mandado de segurança) foi "prejudicado, por óbvio, o requerimento de medida liminar", ou seja, com a negativa não há efeito preliminar, concluiu o resumo.

Descontentes com a tratativa do pedido, os parlamentares comentaram que a conduta foi necessária para que o presidente da CCJ, o deputado federal, Rodrigo Pacheco (#PMDB-MG), colocasse em pauta os requerimentos que admitissem a presença do PGR em um eventual interrogatório.

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Os pedetistas alegaram ainda que determinado pedido somente ganhou audiência após o próprio Rodrigo Pacheco se negar a concessão do pleito. Além de afirmar publicamente que a CCJ apenas é responsável pela decisão sobre a denúncia, ou seja, se ela continuará no STF ou se será arquivada.

A reportagem de autoria do jornal "Metrópoles" destacou que provavelmente os parlamentares deverão trabalhar muito para digerir as últimas decisões, sejam elas: da ministra Cármen Lúcia em não acolher o mandado de segurança e a de Rodrigo Pacheco de não intimar o procurador-geral Rodrigo Janot.

De fato, nesta segunda-feira (10), a CCJ deu um grande passo aos trabalhos com a leitura do parecer do relator, deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que se posicionou favorável à continuidade da denúncia, sendo, então, totalmente procedente a abertura de inquérito contra o presidente #Michel Temer. Também foram colhidos pelos parlamentares, os depoimentos da oitiva da defesa do peemedebista. #CrisePolítica