O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] Luiz Edson Fachin, responsável pela relatoria em se tratando de processos que estão no âmbito da Operação Lava Jato [VIDEO] e relacionados às investigações de políticos que possuem prerrogativa de foro privilegiado, tomou decisão extremamente importante com relação aos trabalhos desenvolvidos pela força-tarefa de investigação da maior operação de combate à #Corrupção da história contemporânea do país.

De acordo com a determinação do ministro da mais alta Corte do país e com a ajuda e toda estrutura de apoio de três juízes auxiliares, foi acelerado os processos para julgamentos de políticos envolvidos em processos da #Lava Jato relacionados à corrupção.

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Processo contra Gleisi Hoffmann

Com a possibilidade de que os políticos envolvidos em crimes relacionados à corrupção sejam realmente julgados já neste ano de 2017, conforme decisão do ministro Edson Fachin, o magistrado decidiu pela manutenção de todo o conjunto de trabalhos em seu próprio gabinete, mesmo durante o período do recesso do mês de julho, em se tratando do Poder Judiciário.

A intenção de Fachin é que ocorra a aceleração do julgamento de todos os processos e a consequente viabilização de julgamento das ações penais da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (#STF) já durante o ano de 2017. Entretanto, essa medida determinada pelo ministro Fachin proporcionou que processos que se encontram em fases muito avançadas de investigação deverão ser os que sofrerão esse processo de aceleração de apurações.

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Pode-se mencionar o processo de investigação contra a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e senadora do PT pelo estado do Paraná, Gleisi Hoffmann. Além de Gleisi, também deverão ser afetados, processos que envolvem os deputados federais Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Nelson Meurer (PP-PR). O árduo trabalho de três juízes auxiliares de Fachin acarretou que ocorresse um verdadeiro "revezamento" por parte dos magistrados para que as oitivas de depoimentos de testemunhas fossem realizadas.

A probabilidade é que as audiências desses processos sejam concluídas até o final do mês de agosto. Após essa etapa, será constituído o período para que se dê o interrogatórios dos réus e somente assim a Procuradoria-Geral da República e a defesa dos acusados irão se posicionar e apresentar suas alegações num prazo de 15 dias, quando o STF irá decidir, então, sobre cada caso. Alguns interlocutores da Suprema Corte acreditam que até dezembro processos como o de Gleisi Hoffmann já estejam concluídos.

Gleisi Hoffmann é acusada, juntamente com seu marido, ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, pela solicitação e recebimento de cerca de R$ 1 milhão oriundos de corrupção na Petrobras em 2010, segundo as investigações da Operação Lava Jato. Tanto a senadora petista, quanto seu esposo negam qualquer envolvimento em irregularidades, além de alegarem que há falta de provas quanto aos supostos crimes praticados.