O juiz federal Sérgio #Moro lembrou, na sentença de condenação de Lula [VIDEO], um fato em que o juiz foi criticado pelo ministro falecido Teori Zavascki, por ter divulgado áudios da conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente cassada Dilma Rousseff, que comprometeram a grave crise política do governo, na época.

O magistrado afirmou que, no sistema judicial, podem ocorrer erros e acertos, mas uma coisa ele defende: o Judiciário não pode ser o "guardião de segredos sombrios dos governantes".

Segundo o juiz, houve muitos outros áudios que poderiam ter sido divulgados mas foram preservados. São áudios que não acrescentavam nada para as investigações e permanecem arquivados perante o juízo.

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Moro ressaltou que, se fosse a intenção dele expor a privacidade de #Lula, ele teria divulgado esses áudios. Nas gravações, havia várias conotações de tentativas de obstruir a Justiça, quando Dilma queria de qualquer forma nomear Lula para ser seu ministro e proporcionar a ele foro privilegiado. Uma frase que Moro lamentou ter ouvido e que deu a entender ser como uma ameaça foi quando o ex-presidente falou: "Eles têm que ter medo".

Corte Suprema

Após Moro defender que não concorda que o Judiciário esconda atitudes de governantes, os ministros do Supremo Tribunal Federal (#STF), por coincidência ou não, decidiram não intervir nas futuras decisões do Tribunal Regional Federal (TRF). Em breve, o tribunal vai decidir se Lula ficará inelegível ou poderá concorrer às eleições.

Os advogados de Lula já deram a entender que irão entrar com recursos na Corte Suprema se for necessário.

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Porém, a defesa do petista já pode ter sido avisada pelos ministros que ninguém vai tentar salvar Lula.

Os ministros disseram ao jornal "O Estado de S. Paulo" que o Plenário só reverteria a decisão do TRF se fosse encontrado um "erro estrondoso", o que dificilmente chegaria ao STF, porque não passaria pelo TRF. Resumindo, Lula pode nem ser ouvido pela Corte.

Plano B

O Partido dos Trabalhadores só vê Lula com chances de ganhar a eleição para a presidência da República, em 2018. Eles não possuem plano B e isso tem causado aflição no partido. O objetivo principal da cúpula do partido é unir as forças e pressionar de todas as formas para que Lula se liberte da condenação e seja candidato.

Porém, pessoas próximas do PT já admitem que, se Lula não conseguir reverter a decisão de Moro, ele mesmo vai ungir seu substituto. Fernando Haddad é um dos cotados.