Nesta última semana, o juiz federal Sérgio Moro confirmou que João #Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), atuou durante anos desempenhando um papel fundamental no esquema fraudulento de corrupção inserido nas dependências da Petrobras, porém sem patrocínio próprio.

Na verdade, Vaccari era um dos homens mais importantes em relação às negociatas ilícitas do Partido dos Trabalhadores, haja vista que atitudes enérgicas com empreiteiras era a estratégia utilizada para que o tesoureiro auferisse os repasses de propina, que, por sua vez, seriam definidos em percentuais sob a quantia bruta contratada com o governo federal.

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Entenda os fatos

As declarações do magistrado ocorreram em virtude da negativa de um novo pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do sindicalista no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (#TRF4), em Porto Alegre (RS). No entanto, em resposta a um requerimento, Moro emitiu parecer à Corte Superior detalhando todos os fatos aduzidos nos autos em âmbito judicial. Ainda no documento, foi recomendada a preservação do encarceramento de Vaccari Neto.

Significa dizer que o parecer teria sido uma resposta a um dos quatro processos que o ex-tesoureiro sofreu condenação em primeira instância, alcançado posteriormente a absolvição em um deles pelo TRF4. Ressalta-se ainda que a condenação estender-se-ia pelo período de 15 anos, mas foi cassada com a absolvição dos desembargadores.

O petista foi preso em abril de 2015, acusado pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Vaccari era um homem de confiança que se transformou no maior arrecadador de vantagens indevidas (propinas) [VIDEO] para o PT, entre os anos de 2004 até 2014.

O TRF4 decidiu questionar a negativa do juiz Moro sobre o habeas corpus de um dos processos em que Vaccari foi condenado. O documento foi proposto pelos advogados de defesa do ex-tesoureiro. Moro novamente, segundo a reportagem do jornal "Metrópoles", revelou a relevância do petista nos esquemas da Petrobras.

O juiz da Lava Jato foi categórico ao anunciar que estava convencido, após o levantamento dos casos sentenciados, que era Vaccari quem promovia a arrecadação dos recursos necessários das empresas e construtoras que se comprometiam em garantir as campanhas eleitorais do PT, esclareceu o magistrado.

No mesmo instante, também redigiu a informação sobre a importância da cumplicidade do ex-tesoureiro para com o PT. Além disso, não admitia nenhum material probatório (bens materiais) que sugerisse enriquecimento ilícito. Ademais, ao assemelhar-se com outros casos sentenciados, Vaccari, segundo Moro, "roubava ele para o partido e não para ele próprio".

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Por fim, a título de informação complementou que em todas as condenações do réu [VIDEO] foram reconhecidos os delitos criminosos de corrupção, além da progressão do regime sentenciado a ser condicionado "à devolução do produto do crime", o que não aconteceu, da parte do ex-tesoureiro em nenhuma das condenações, finalizou o juiz Moro. #Sergio Moro