O ex-deputado #Eduardo Cunha, que se encontra preso desde outubro do ano passado, mostrou-se frio perante um dos detentos da carceragem do Complexo Médico Penal, de Pinhais, Paraná. O ex-presidente da Câmara dos Deputados é tratado com relevância perante os presos da Operação Lava Jato e mesmo não sendo formado em Direito, alguns detentos procuram Cunha para falar sobre processos, mas o ex-parlamentar evita qualquer contato mais íntimo.

Um dos presos, o empresário dono da Construtora Credencial, Eduardo Aparecido de Meira, que foi para a prisão na 30° fase da Lava Jato, tentou dar uma abraço em Cunha. A reação do deputado cassado foi evitar, afastando Meira com o braço e mostrando com o olhar um gesto de desaprovação pela tentativa do detento.

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Segundo informações dos agentes penitenciários, entre todos os presos Operação Lava Jato, Eduardo Cunha é o que demonstra mais frieza, mostrando-se ter pouco ou até mesmo nenhum tipo de sentimentalismo.

Um fato que aconteceu no dia 19 de junho mostrou que Eduardo Cunha guarda sentimentos pela família. Em uma reunião, no qual ficou o dia inteiro com seus advogados, Cunha recebeu uma ligação de sua mulher, Cláudia Cruz. Depois que foi chamado por agente penitenciários e teve a oportunidade de falar com Claudia, que estava completando 50 anos de vida, o ex-deputado voltou para a cela com os olhos marejados.

Distribuidor de marmitas

Eduardo Cunha trabalha na cadeia. A cada três dias trabalhados, ele desconta um dia de detenção, como prevê a Lei de Execução Penal. A função do ex-parlamentar é distribuir marmitas para os presos.

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Cunha participa da faxina dos presos, sendo responsável pelo setor de marmitas. Ele vai de cela em cela distribuindo as quentinhas. No pavilhão, há o total de 32 celas.

A rotina de Cunha se inicia às 6 horas da manhã. Ele também separa as refeições dos presos que têm restrições alimentares. Quando os detentos recebem o alimento, a refeição é feita dentro das celas, depois são liberados para andar na ala.

Eduardo Cunha costuma se sentar em cadeiras que ficam na saída da ala. Ele é visto segurando uma caneca azul e outros presos fazem companhia ao seu lado. Cunha costuma ouvir o que outros detentos têm a dizer bem próximo ao ouvido.

Enquanto Eduardo cuida da refeição, o ex-senador Gim Argello e o ex-deputado André Vargas se responsabilizam pela entrega da medicação. Cunha passa parte de seu tempo escrevendo e preparando sua defesa nos processos de investigações da Operação Lava Jato. #SérgioMoro #lavajato