Nesta quinta-feira (13), o ex-presidente Luís Inácio #Lula da Silva proferiu seu primeiro pronunciamento público, depois de haver sido condenado no processo da Operação Lava Jato que investigou o caso do triplex na praia paulista de Guarujá, na sede do PT em São Paulo.

No discurso, que durou meia hora, Lula negou, mais uma vez, os crimes pelos quais foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão e 19 anos de impedimento exercer cargos ou funções públicas.

Lula acusou a imprensa, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal de terem criado uma “mentira” e afirmou que a sentença dada pelo juiz Sergio Moro “tem um componente político muito forte”.

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“O golpe não fechava”

Segundo o ex-presidente, se ele ainda pudesse ser candidato à presidência “o golpe não fechava, porque qual é a lógica de tirar esse governo e, dois anos depois, o Lula ser candidato e voltar?” Lula disse acreditar que existe um “movimento” para tirá-lo da disputa em #2018.

Apesar da crítica, Lula reiterou que deseja uma “PF forte”, assim como um “Ministério Público forte”, declarando que ainda acredita nas instituições: “isso garante a democracia do país”.

“Estou no jogo”

Sobre a candidatura para as próximas eleições presidenciais, Lula foi enfático: “Se alguém pensa que, com essa sentença, me tiraram do jogo, podem saber que eu estou no jogo”, completando que reivindicará junto ao seu partido o direito de se candidatar.

Já em campanha, o tom do discurso voltou a revelar o Lula de outros tempos: “...Permitam que alguém cuide desse povo, que não está precisando ser governado pela elite, mas por alguém que saiba o que é a fome e o desemprego”.

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O ex-presidente desafiou a imprensa a apresentar provas contra ele, pois, de acordo com Lula, o que apresentaram foi “um papel rasurado” e afirmou se sentir aliviado por conhecer o tamanho da mentira.

“Não sou dono de triplex, não tenho triplex”

Afirmando inocência, Lula falou também sobre o juiz Sergio Moro: “Obviamente que o Moro não tem que prestar conta para mim. O Moro tem que prestar conta para a história”.

Um dos advogados do ex-presidente, Cristiano Zanin, afirmou que na análise da sentença foram encontradas contradições e omissões, no caso, de argumentos apresentados que provariam a inocência de Lula: “São diversas incompatibilidades com a própria denúncia”.

Zanin disse ainda que a análise da sentença está em andamento, mas pelo que foi constatado até o momento caberia, inclusive, um recurso dirigido a Moro, uma vez que foi identificada até mesmo discrepância entre a acusação e a sentença.

Lula afirmou convicção sobre o fato de que procuradores que atuam na Lava Jato “agem de maneira política”. Pela sentença, reiterou que pode processar o juiz: “Temos de processar quem mentir”.