Um dos maiores partidos brasileiros e habitual oposição nos últimos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), o #PSDB ainda vive uma grande indefinição com relação ao nome a ser lançado para o pleito presidencial de 2018. Valorizado pela eleição municipal em São Paulo em 2016, quando se tornou prefeito, João #Doria é tido pela mídia e por especialistas como um potencial nome. Mas ele garante que não disputará prévias internas com Geraldo Alckmin, governador paulista.

Alckmin foi o grande fiador da campanha vitoriosa de Doria em São Paulo um ano atrás. O governador fez campanha para o ex-empresário e em mais de uma oportunidade estiveram juntos no palanque.

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Como retribuição, após a vitória nas urnas, o novo prefeito paulista enumerou vários elogios a Alckmin e fez um "lobby" para que ele fosse o representante tucano nas eleições de 2018.

Na última quinta-feira, durante o seu próprio programa Olho no Olho, veiculado nas redes sociais, João Doria foi bem direto sobre esse tema referente ao ano que vem. Textualmente, deixou claro que não vai entrar em qualquer tipo de prévia eleitoral do PSDB para disputar a preferência do partido contra o "padrinho político" Geraldo Alckmin, que também é um dos nomes fortes para 2018.

"O Geraldo Alckmin é meu grande amigo há 37 anos. Então, não há chance de disputarmos juntos alguma prévia eleitoral no PSDB. Não há nenhuma hipótese. Lealdade não se negocia", decretou o prefeito de São Paulo.

Por outro lado, ele não foi veemente ao afirmar que não vai disputar as eleições de 2018.

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Ainda que o seu mandato na prefeitura paulista siga em curso, Doria deixou aberto alguma brecha para se candidatar. Desde que, evidentemente, não precise confrontar o seu amigo antes das urnas.

"A gente até pode avaliar algumas circunstâncias, mas jamais jogar no lixo uma relação de 37 anos", pontuou, deixando claro e aberto que, para ser o candidato do PSDB nas eleições, precisaria principalmente do aval de Geraldo Alckmin. O prefeito descartou trocar de sigla para se candidatar via outro partido. Ele se manterá no quadro tucano.

Indefinição

Por não pertencer à dita "política velha" e puxar para um lado novo, com ações de marketing amplas e forte presença nas redes sociais, Doria tem se mantido em bastante evidência em São Paulo desde as eleições municipais de 2016. Há um entendimento de que ele poderia angariar simpatia de uma ala mais jovem do eleitorado.

O PSDB vive uma grande indefinição que foi potencializada após as denúncias dos empresários da JBS sobre Aécio Neves, ex-presidente do partido, que, apesar da mínima derrota, saiu em alta da disputa de 2014.

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Por margem pequena em segundo turno, o senador perdeu a cadeira no Palácio do Planalto para Dilma Rousseff, mas, dos tucanos, foi quem mais se aproximou a vencer o PT.

A votação expressiva automaticamente o credenciou para voltar a ser candidato quatro anos depois. No entanto, as acusações de corrupção, o mandato até perdido e já recuperado no Senado pelo STF e a prisão da irmã, Andrea Neves, praticamente tiram Aécio Neves da disputa do ano que vem.

Geraldo Alckmin tentou a candidatura à presidência no ano de 2006, quando caiu no segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que ali iniciaria o seu segundo mandato como presidente. Em 2002 e 2010, José Serra foi o tucano derrotado - nas duas vezes em segundo turno. Na primeira delas, para Lula; oito anos depois, para Dilma Rousseff, eleita então para o seu primeiro mandato. Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria, surgem, nesse momento, faltando ainda mais de um ano para as eleições, como os possíveis nomes do PSDB para mais uma disputa.