A 42ª fase da Operação #Lava Jato, batizada de “Cobra”, iniciou prendendo na manhã desta quinta-feira, o executivo #Aldemir Bendine, ex presidente da #Petrobras e do Banco do Brasil. Ele seria suspeito de receber aproximadamente R$ 3 milhões de propina pagos pela construtora Odebrecht.

A prisão ocorreu em Sorocaba, interior de São Paulo, a pedido do Ministério Publico Federal no Paraná (MPF/PR). Bendine será levado para Curitiba, junto com outros presos na operação.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e outros 3 de prisão temporária, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco, além do Distrito Federal

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os delatores Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, afirmaram que na véspera de assumir a presidência da Petrobras, Bendine teria solicitado nova propina aos executivos, argumentando que seria em troca de proteção para a construtora, inclusive, quanto as Operações da Lava Jato.

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Para que não fossem prejudicados, eles teriam realizado o pagamento de R$ 3 milhões, divididos em 3 partes iguais, todas pagas em São Paulo.

Aldemir Bendine é dono de uma trajetória controversa

Bendine recebeu a missão de limpar o nome da Petrobrás, pela ex presidente Dilma Roussef, em 2015, após inúmeros casos de corrupção na companhia. Ele foi o sucessor de Graça Foster na presidência estatal, assumindo o cargo após 40 anos de carreira no BB.

Ainda no BB, seu nome foi destaque nacional, apos acusações de que ele havia favorecido a socialite Val Marchiori em um empréstimo pela instituição, em troca de favorecimentos.

Val, que na época possuía restrições de crédito, recebeu R$ 2,79 milhões de uma linha de recursos oriundos do BNDES, mas acabou sendo acusada de fraude, pelo Ministério Público, por ter alterado o objeto social da empresa em que trabalhava.

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O destino do dinheiro seria para que o socialite comprasse um veículo de luxo da marca Porche.

Essa atitude, custou o cargo de Bendine no Banco do Brasil, de onde foi afastado em 2015.

Na frente da presidência da Petrobras, foi em sua gestão, que a petroleira apresentou seu primeiro prejuízo bilionário, uma cifra quase R$ 22 bilhões.

Preso no aeroporto

Também foi preso nesta operação, o publicitário André Gustavo Vieira da Silva, que teria sido um dos intermediários do Banco do Brasil e da Petrobras para pedir propina à Odebrecht Ambiental.

Ele estava no aeroporto de Brasilia, a caminho de Portugal.

Segundo delação, Marcelo Odebrech e Fernando reis, teria indo ainda em 2015 à casa de Vieira, onde encontrariam com Bendine.