O deputado federal e pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), está à procura de uma nova sigla, e o Partido Ecológico Nacional (#PEN) pode ser o destino do parlamentar para concorrer as eleições de 2018.

Bolsonaro já deixou claro que não continuará no Partido Social Cristão (PSC) por diversos motivos. Um deles é que o partido se aliou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) nas eleições municipais do ano passado.

O outro motivo, ligado ao primeiro, é que Bolsonaro tem medo de que, em nome de certas alianças, o PSC coloque sua candidatura à presidência a prêmio e ele fique impedido de concorrer em 2018.

Publicidade
Publicidade

Por isso, Bolsonaro já deixou claro que vai deixar o partido comandado pelo pastor Everaldo. Além dele, os filhos Carlos, Eduardo e Flávio também vão deixar o PSC. Outro que pode ir embora da legenda é o deputado federal por São Paulo, Marco Feliciano.

Destinos

As informações que circulam pela imprensa dão conta que Bolsonaro já conversou com alguns partidos. O Partido da República (PR), do senador Magno Malta, era praticamente o destino certo de Bolsonaro, mas as negociações parecem não ter avançado.

O Partido Republicano Brasileiro (PRB), do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também cogitou ter Bolsonaro em seu quadro político. Outra legenda que foi associada a Bolsonaro foi o Partido Social Democrático Cristão (PSDC).

As negociações com estas legendas não avançaram e até o momento não passaram de sondagens a ida do deputado federal para um destes partidos.

Publicidade

Diante deste cenário, o PEN entrou na jogada para ter um candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018.

Conheça o PEN

O Partido Ecológico Nacional foi fundado em agosto de 2011 e registrado em julho do ano seguinte. Classificado como de centro-direita, a legenda conseguiu eleger dois deputados federais e 15 deputados estaduais em 2014.

Nas eleições estaduais, o PEN participou de várias coligações amplas, ajudando e eleger onze governadores e nove senadores. Nenhum deles do PEN, mas de partidos aliados.

Em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o projeto de prisão em segunda instância, importante aliado na luta contra a impunidade. O projeto foi protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo PEN.

O projeto, votado em sua oportunidade pelo STF, em fevereiro de 2016, e ratificado em outubro do mesmo ano, consiste na prisão de condenados em segunda instância. Há a possibilidade de o condenado recorrer, mas ele não estará em liberdade.

Procuradores da Lava Jato, o juiz federal Sergio Moro e outras associações de direito apoiaram o projeto. #Eleições 2018 #Bolsonaro2018