Nesta segunda-feira (03), a defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, se encontrou em meio a dificuldades após um pergunta feita pelo procurador federal, Robson Pozzobon, ao ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O procurador resolveu perguntar sobre uma investigação de 2009, batizada de Operação Castelo de Areia. Gabrielli é ouvido como testemunha de defesa de Lula, que é réu em processos da Operação #Lava Jato, acusado de crimes de corrupção.

O procurador quis saber sobre a operação Castelo de Areia em referência a contratos da Camargo Corrêa, na época a Polícia Federal constatou que havia corrupção na firmação desses contratos.

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Ao notar a pergunta, o advogado criminalista de Lula, Cristiano Zanin, avaliou que a Operação Castelo de Areia não estaria no processo do qual Gabrielli está exercendo testemunho, afirmando que essas perguntas não devem ser feitas pelo Ministério Público Federal (MPF).

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, discordou de Zanin, fazendo com que o defensor de Lula agisse em tom de protesto. Cristiano Zanin, então, pediu para que tivesse acesso aos documentos dessa operação de 2009, algo que novamente, foi negado por Moro. Em seguida, o advogado de Lula pediu que tudo fosse registrado na ata da sessão, enfatizando que houve cerceamento de defesa.

Como justificativa de sua pergunta, o procurador relatou que saber sobre o contrato corrupto da Camargo Corrêa na Abreu e Lima, seria para observar se a estatal fez algum tipo de averiguação.

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O ex-presidente da Petrobras disse que operações ilícitas aconteceram fora de um controle interno, ele defendeu a forma como agia durante sua presidência, que durou de 2005 a 2012.

A operação Castelo de Areia foi anulada pela Justiça, ela apresentou pagamentos indevidos a diretores da Camargo Corrêa, e repasses feitos para políticos, tanto no Brasil, como no exterior.

Sobre as investigações da Operação Lava Jato, Gabrielli disse que os réus que confessaram crimes, fizeram operações errôneas fora do sistema da Petrobras, enfatizando que seria impossível capturar, através do sistema interno, todas essas operações. Gabrielli lembrou que o MPF e a Polícia Federal não apuraram irregularidades sobre operações ilícitas na época. Ele ressaltou que órgãos fiscalizadores não funcionaram da forma como deveriam. #SérgioMoro