O Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF4) negou um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e também do ex-ministro Antonio Palocci. Vaccari foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro em várias ações penais, somando 45 anos e seis meses de prisão. Na semana passada, o TRF acabou absolvendo o petista e livrando ele de 15 anos e quatro meses de prisão, reduzindo assim o tempo de cadeia para ele, porém, foi uma observação de Moro que fez com que o tribunal o mantivesse preso.

O defensor de Vaccari, Luiz Flávio Borges D'Urso, resolveu entrar com um pedido de urgência e em caráter provisório para que fosse permitido um habeas corpus no TRF-4 para que o tribunal revogasse um segundo mandado de prisão do seu cliente.

Publicidade
Publicidade

Sérgio Moro explicou ao tribunal que Vaccari estava na cadeia por um outro mandado de prisão e não por esse que o TRF o absolveu. Vários petistas chegaram a ir no Complexo Médico Penal, em Pinhais, para abraçar Vaccari, porém a observação feita por Moro acabou decepcionando eles.

Pedido negado

O desembargador João Pedro Gebran Neto negou o pedido feito pela defesa do ex-tesoureiro Vaccari, argumentando que a ausência de "flagrante ilegalidade".

Palocci também teve seu pedido negado como uma forma de preservar a segurança da sociedade já que ele está envolvido em um quadro de #Corrupção sistêmica.

Moro condenou Palocci a doze anos de cadeia. O ex-ministro ainda tentar negociar uma delação, mas por enquanto não foi firmado o acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Palocci foi acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Publicidade

Existe uma outra condenação do ex-ministro por beneficiamento de propinas ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

José Dirceu

O ex-ministro #José Dirceu também deve estar em momento de grande tensão. O juiz Sérgio Moro está preparado para dar uma nova sentença ao petista. O ex-ministro da Casa Civil do governo do ex-presidente Lula é investigado em um esquema criminoso de corrupção que envolve licitações da Engevix e da UTC com a Petrobras. Ele é acusado de lavagem de dinheiro.

Dirceu foi solto no começo de maio deste ano por determinação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele estava preso desde agosto de 2015. Os ministros responsáveis em soltar Dirceu foram Días Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin, relator da Lava Jato e o decano Celso de Mello foram vencidos na votação.

A alegria de Dirceu pode durar pouco com a nova sentença de Moro. #Sergio Moro