Por mais que avanços surjam para combater a corrupção que infectou a política brasileira, existem coisas que causam surpresa e chamam a atenção.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, está tentando de todas as formas um acordo de delação premiada para conseguir uma diminuição de sua pena e quem sabe até mesmo se livrar do regime fechado. Porém, o seu acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) está empacado e pode fracassar. Cunha tem pressa, pois ele teme que com a entrada da sucessora de Rodrigo Janot, a subprocuradora Raque Dodge, as coisas possam ainda ficar pior. O advogado do ex-deputado levou até os investigadores vários materiais para comprovarem o teor de seu depoimento.

Publicidade
Publicidade

Tudo foi lido, mas a PGR não aceitou os documentos.

Os investigadores notaram um grande problema. Eduardo Cunha disse que não tem nenhum dinheiro no exterior. De acordo com ele, tudo o que ele tinha já foi descoberto pela Lava Jato. Mas a pobreza de Cunha levanta dúvidas nos procuradores. Eles acreditam que Cunha guarda muito dinheiro lá fora, mas não quer falar.

Personal trainer

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, também tem atitudes estranhas e que parecem debochar da Justiça. Devido ele estar com a aparência abatida pelo tempo de #Prisão, Cabral decidiu cuidar um pouco de seu corpo. Ele contratou um ex-personal trainer informal. Conhecido como "Baiano", o ex-profissional da área está preso junto com o ex-governador e receberá R$ 30 por dia para cuidar do detento.

Publicidade

Baiano trabalhava em uma academia na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele improvisou aparelhos de musculação para tentar deixar Cabral com uma aparência mais bonita. Enquanto isso, o Rio de Janeiro vive em uma das piores crises já ocorridas no Estado. Servidores estão há meses sem receber o salário e a situação é calamitosa.

Recursos negados

Na sexta-feira, 30 de junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, negou o pedido de liberdade feito pela defesa de Cunha e do empresário Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, que foi preso em novembro do ano passado, por determinação do juiz Marcelo Bretas. Miranda é suspeito de ter repassado propina para #Sergio Cabral.

As investigações continuam firmes e parece que Cunha e Cabral terão ainda muito tempo para refletirem dentro da cadeia. Eles participaram de esquemas gigantescos de corrupção, que sangraram os cofres públicos.