As circunstâncias que levaram ao trágico acidente aéreo em 19 de janeiro de 2017, em Paraty, litoral do estado do Rio de Janeiro, e que acarretou na morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki ainda estão cercadas de muito mistério. O ministro Teori Zavascki era o relator e possuía em mãos processos de extrema importância relacionados às investigações dos inquéritos na mais alta Corte do país em relação à Operação Lava Jato.

Ele conduzia os desdobramentos das investigações em se tratando de políticos que eram detentores do chamado foro privilegiado, quando autoridades da República, como, por exemplo, presidente, governadores, senadores, deputados federais e até mesmo integrantes do Poder Judiciário e Ministério Público não estariam aptos a serem julgados por eventuais crimes pelo Juízo de primeira instância, mas tão somente pela Suprema Corte do país.

Publicidade
Publicidade

Os processos referentes às investigações da Operação #Lava Jato são conduzidos em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, no estado do Paraná.

Andamento das investigações

Os investigadores resolveram se pronunciar incisivamente sobre o acidente aéreo que vitimou o ex-ministro do Supremo Teori Zavascki e outras quatro pessoas, justamente cerca de seis meses após a ocorrência da tragédia, completados na quarta-feira (19). De acordo com os desdobramentos das investigações da #Polícia Federal e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que é a instituição responsável pela apuração de acidentes de avião no país, estão sendo aguardados laudos periciais para a realização das últimas análises que possam elaborar o relatório final, conforme tornado público pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Publicidade

Após a conclusão desse relatório, a próxima fase consiste em fazer o encaminhamento do documento já traduzido para o inglês para os seguintes órgãos de investigações estrangeiros: o National Transportation Safety Board , nos Estados Unidos, local em que a aeronave havia sido fabricada, e também para o Transportation Safety Board of Canada, cujo local se refere onde o motor teria sido fabricado, no Canadá.

Somente após as análises dessas instituições estrangeiras é que será formulado um relatório final. Entretanto, os investigadores revelam, por ora, que não existe nenhuma previsão para que ocorra o término do prazo decorrente das investigações.

O processo, que não tem um prazo específico para o seu final, deverá contar, em seu relatório final, com informações extremamente valiosas, como, por exemplo, as análises realizadas, informações factuais, histórico da ocorrência, além de recomendações de segurança aérea, para que casos similares a este não voltem a ocorrer no futuro. #STF