Um dos maiores partidos da política brasileira, e com presença expressiva dentro do Congresso Nacional, o #PSDB se mostra cada vez mais dividido no que diz respeito ao apoio à situação do atual presidente Michel #Temer, denunciado por corrupção passiva pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Vice-presidente nacional do partido e senador federal, Aloysio Nunes demonstrou profunda irritação com membros do partido por conta das sucessivas críticas à gestão de Temer, da qual faz parte. Assim que José Serra, que também é tucano, pediu afastamento do cargo de ministro das Relações Exteriores, Nunes assumiu o posto e integra o primeiro escalão do governo Temer.

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E foi via Facebook que Aloysio Nunes protestou contra algumas atitudes de parlamentares tucanos. Ele chegou a dizer que "nem na era Lula e Dilma" o PSDB teve postura tão combativa e foi oposição de modo tão veemente. O partido segue como o principal aliado do peemedebista dentro do congresso, mas desde que Temer esteve envolvido nas gravações comprometedoras do empresário Joesley Batista, da JBS, membros do PSDB indicam descontentamento.

"Do ponto de vista dos interesses do Brasil, não poderia ser mais inoportuno os recentes ataques de lideranças do PSDB ao presidente Michel Temer, que representa o país na reunião do G-20. Nem Lula nem Dilma tiveram esse tratamento quando éramos oposição", escreveu no post na rede social - veja abaixo:

Em outra postagem na sua conta no Facebook, o ministro das Relações Exteriores defendeu abertamente Temer e indiciou que uma eventual mudança de comando, agora, no Palácio do Planalto, trabalharia contra os "avanços" que o país vem tendo.

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"Nós estamos saindo da crise econômica, o emprego começa a voltar, os investimentos também, o comércio exterior responde, os juros caindo, a inflação caindo. A quem poderia interessar a volta da instabilidade?", ponderou.

Presidente nacional do PSDB fez críticas a Temer

A aberta defesa de Aloysio Nunes, que foi candidato como vice-presidente na chapa de Aécio Neves no pleito de 2014, veio um dia depois do senador Tasso Jereissati, do Ceará, que preside nacionalmente o PSDB, ter feito duríssimas críticas ao presidente Michel Temer.

Na realidade, Jereissati está presidindo o PSDB de forma interina, já que o ex-presidente Aécio Neves se afastou desde que se viu envolvido nas delações dos empresários da JBS. Para o parlamentar tucano do Ceará, Temer está colocando o país na "rota da ingovernabilidade".

Tasso pertence à ala do PSDB que trabalha pelo desembarque do partido do governo Temer, em pensamento diferente da aula paulista tucana, de nomes como João Doria, Geraldo Alckmin e José Serra, que ainda pregam a permanência.

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Jereissati acenou para que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assuma o cargo de Temer em caso de afastamento.

Cássio Cunha Lima, outro quadro importante do PSDB, que também integra o Senado Federal, acredita que com Temer nenhuma reforça será aprovada. Inegavelmente, o presidente perdeu prestígio dentro do Congresso Nacional a partir das delações e das gravações feitas pela JBS. "Maia deverá dar mais estabilidade ao país", acredita Cunha Lima.

Temer, que em reunião do G-20 na Alemanha garantiu que o Brasil "não passa por nenhuma crise econômica", quer lealdade dos seus ministros e dos parlamentares aliados para a obtenção dos votos necessários para derrubar a denúncia, de Rodrigo Janot, sobre corrupção passiva. A matéria vai ao plenário da Câmara e precisa de dois terços dos votos para seguir ao STF.