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Após o juiz federal Sérgio Moro proferir a sentença de condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] a nove anos e meio de prisão, operadores políticos do presidente #Michel Temer vibraram muito, porém eles não perceberam uma possível estratégia do juiz da Lava Jato.

Moro escolheu a data de divulgação da condenação por uma questão lógica e precisa. A novidade proporcionou um ar constrangedor na Câmara dos Deputados. O Planalto busca "enterrar" o escândalo de corrupção, no qual o presidente é alvo, mas diante das palavras do juiz, um tom envergonhado pode ter envolvido os parlamentares.

O juiz ressaltou na sentença que a condenação de Lula não lhe trouxe nenhuma satisfação pessoal [VIDEO].

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Pelo contrário, é muito triste ter que condenar um ex-presidente da República que deveria ser exemplo para todos e não alvo de esquema de corrupção. E veio o recado para o presidente Temer: "A responsabilidade de um presidente da República é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes", ressaltou o juiz da Lava Jato.

Abafamento do caso

Na Câmara dos Deputados, duas coisas são discutidas: o envolvimento de Temer na prática de corrupção passiva e o abafamento de todos os crimes cometidos supostamente por ele. A impressão que se tem é que o Planalto exige dos seus aliados que "fechem os olhos" e ignorem tudo que possa prejudicar o peemedebista.

Esse tipo de artifício usado para defender Temer protagoniza uma situação de cumplicidade dentro da Câmara e mostra que os parlamentares apoiam a obstrução à Justiça.

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Os aliados do peemedebista querem a todo custo impedir que Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pois lá as coisas podem ser diferentes e o peemedebista pode perder o cargo.

Sérgio Moro mostrou a Temer que ninguém está acima da Lei. Nenhum poderoso pode vencer a Justiça e que, cedo ou mais tarde, a sentença virá. O povo está atento e de olho nas atitudes suspeitas de governantes que não honram seus votos.

Nomeação

Nesta quinta-feira (13), o presidente Michel Temer nomeou a subprocuradora, Raquel Dodge, para assumir, em setembro, o comando da Procuradoria-Geral da República. Ela foi nomeada após sabatina do Senado.

De acordo com suas primeiras declarações, ela apoiará a Operação Lava Jato e se for preciso aumentará a equipe.

Ela defendeu um controle maior sobre o vazamento de informações sigilosas durante as investigações. #Lula #Sergio Moro