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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (#STF) defendendo a manutenção da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha. Janot ficou preocupado diante de três processos abertos pela defesa de Cunha para tentar tirá-lo da prisão.

O procurador-geral disse que a ordem de prisão determinada pelo juiz federal Sérgio Moro deve ser respeitada e alertou o STF que Cunha seria um perigo na tentativa de desviar a finalidade de procedimentos judiciais, o que é uma marca da ação criminosa do ex-deputado.

Para Janot, Cunha pode manipular e influenciar seus asseclas, que ainda fazem parte do Congresso Nacional.

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O potencial de Cunha é muito grande e ele pode promover ações criminosas e burlar decisões da Justiça.

Destaque a Moro

#Rodrigo Janot reiterou que o juiz Sérgio Moro apresentou vários argumentos e provas para justificar a prisão preventiva de Cunha e isso deve ser levado em consideração contra os pedidos feitos pela defesa do ex-deputado. Uma das justificativas feitas por Moro para manter Cunha preso é a possibilidade do ex-deputado ainda ter contas no exterior que não foram identificadas pela Justiça. Caso ele seja solto, as contas poderão ser fechadas e ninguém poderá saber a proveniência do dinheiro que abasteceu essas contas. O crime de Cunha ficaria encoberto.

A defesa do ex-deputado afirma que Cunha não tem outras contas no exterior e que isso é apenas para justificar sua prisão. Os advogados querem a liberdade dele e ressaltam que não existe qualquer elemento que aponte atos criminosos cometidos por ele.

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Ao voltar do recesso, o ministro do STF, Edson Fachin, que já havia negado a liberdade ao ex-deputado, poderá transferir para a Segunda Turma da Corte o caso de Cunha. Vale ressaltar que foi nessa Segunda Corte que foram soltos outros presos da Operação Lava Jato, como o ex-ministro José Dirceu, o amigo do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP, João Carlos Genu.

Prisão

Eduardo Cunha está preso desde outubro do ano passado e tenta fechar um acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF). Para Janot, se Cunha for solto, ele poderá voltar a cometer crimes, ocultar patrimônios e até mesmo intimidar o presidente Michel Temer.

Janot destacou a percepção de Moro quando Cunha tentou fazer perguntas a Michel Temer tentando intimidá-lo. Moro interrompeu o ex-deputado e disse que aquelas perguntas não poderiam ser feitas pois Temer tinha foro privilegiado e só poderia ser julgado pelo Supremo. Janot concordou com o juiz.