Após a condenação do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio #Lula da Silva, o desembargador Carlos Eduardo Thompson se manifestou sobre o julgamento do ex-mandatário do país que deverá agora ser analisado em segunda instância. Carlos Eduardo Thompson preside o Tribunal Regional Federal (TRF4), que é a Corte de Apelação sediada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e que se debruçará sobre a decisão proferida pelo juiz federal Sérgio Moro, que determinou a condenação de Lula, embora sem que fosse decretada a prisão imediata do petista. Vale ressaltar que Sérgio Moro é o juiz responsável pela condução das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato em primeira instância e é o titular da décima terceira Vara Criminal da #Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Julgamento do ex-presidente Lula

De acordo com afirmações do desembargador Carlos Eduardo Thompson, em entrevista concedida à rádio BandNews FM nesta quinta-feira (13), há grande probabilidade, além de ter "quase que absoluta certeza", de que Lula deverá ser julgado antes mesmo do início da campanha presidencial para as eleições de 2018. Ainda segundo as declarações do desembargador Thompson à imprensa, a perspectiva que resulte em uma decisão da segunda instância do julgamento conferido ao ex-presidente, possa, na verdade, ocorrer antes do mês de agosto do próximo ano. Vale lembrar que agosto é o mês em que se iniciam as inscrições para a disputa eleitoral para a presidência da República.

Em um discurso realizado na sede nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), na capital paulista, Lula afirmou que possui a intenção de participar da disputa eleitoral do próximo ano.

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Entretanto, isso só poderá se concretizar se ele não for condenado em segunda instância, além de se ressaltar que uma suposta condenação deverá vir antes que se dê início ao ato de registro de candidatura política.

O presidente do Tribunal Regional da Quarta Região foi categórico em afirmar que antes que o processo chegue à Corte de Apelação de Porto Alegre, tanto o Ministério Público, quanto a defesa de Lula, possuem a possibilidade de recorrer da decisão do juiz Sérgio Moro, em primeira instância, através de embargos de declaração. O desembargador Carlos Eduardo Thompson foi contundente em afirmar que "não haverá nenhum tipo de privilégio", em se tratando do julgamento do processo que envolve o ex-presidente Lula e que todos os prazos deverão seguir conforme o curso normal dos trabalhos desempenhados no TRF4. #Lava Jato