Nesta quarta-feira (12), o juiz #Sergio Moro decidiu pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO]a nove anos e seis meses de #Prisão em regime fechado. Porém, não significa que o petista vai ser preso imediatamente, pois a decisão é passiva de recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

A sentença mencionada ocorreu em virtude do processo judicial que transitava em desfavor do petista, o qual foi denunciado pelo grupo tático vinculado a Operação Lava Jato [VIDEO]. No conteúdo, o ex-presidente, foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em função do recebimento ilícito de vantagens indevidas, acolhido pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) como propina proveniente de pagamentos realizados pela Construtora OAS.

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A empreiteira faz parte do esquema fraudulento de corrupção que usufruiu por vários anos de facilidades concedidas pelo petista, inclusive benefícios em contratos assinados com a Petrobrás. No entanto, entre as vantagens recebidas pelo ex-presidente, conforme as alegações há uma cobertura tríplex, situado no balneário do Guarujá, no estado de São Paulo.

Entenda como ocorrerá a prisão de #Lula

Apesar da condenação do ex-presidente da República ser um fato inédito, ou seja, uma ex-autoridade máxima no país ser condenada pelo recebimento de vantagens indevidas. A sentença sinalizou o período de nove meses e meio, todavia, não foi decretado a prisão imediata do réu.

Entretanto, a decisão do juiz Moro trouxe em tese a recomendação de que uma prisão de cunho cautelar de um "ex-presidente da República" não exclui a possibilidade de "certos traumas".

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Elencou ainda ao sentenciado, a prudência no sentido de prover a apelação em liberdade à Corte Superior "antes de extrair as consequências próprias da condenação", afirmou o magistrado.

Tudo porque, um entendimento que ocorreu em 2016, proveniente do Supremo Tribunal Federal (STF), desautorizou qualquer deliberação que venha expedir o mandado de prisão de todo e qualquer cidadão para a cadeia. Aclamando assim, a liberdade como a regra e a prisão como exceção e somente após a decisão em segunda instância, salvo em casos excepcionais.

De fato, Lula está previsivelmente acobertado pela determinação da Corte Superior. No entanto, não será preso uma vez que, o petista poderá acolher os direitos já estabelecidos e recorrer da sentença condenatória ao órgão competente, nesse caso, no TRF4, para que seja alcançado o reexame obrigatório dos ministros ao pleito, oriundo do juiz Sérgio Moro.

A reportagem de autoria da revista "Veja" adiantou que o petista deverá ser julgado pela 8ª Turma do Tribunal, composta pelos renomados desembargadores: Leandro Paulsen, João Pedro Gebran, e Victor Laus os quais serão responsáveis para confirmarem a sentença ou absolverem Luiz Inácio Lula da Silva.