O ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva vinha se apresentando como pré-candidato à Presidência da República. Muitos apoiavam sua candidatura em 2018 pelo fato de seu nome sempre estar em primeiro nas pesquisas presidenciais, com cerca de 30% das intenções de votos, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que fica em segundo com cerca de 20%. Porém, mesmo com o ex-presidente podendo se candidatar, o partido já teria escolhido um substituto.

Lula foi condenado em primeira instância pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro pelo caso do tríplex no Guarujá, no Litoral de São Paulo, no qual o petista é acusado de ter recebido o apartamento de três andares como forma de propina da empreiteira OAS.

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O imóvel teria sido uma recompensa em troca do petista ter favorecido a empresa em firmamentos de contratos com a estatal Petrobras.

Substituta de Lula

Lula ainda pode se candidatar, mas a sentença final em segunda instância deve ser dada em menos de um ano, o que impediria uma candidatura ao cargo máximo do Poder Executivo, já que o petista seria preso e mesmo saindo da prisão, não poderia se eleger a qualquer cargo do público durante 19 anos. O petista acreditava que seria absolvido e, por isso, se apresentava como pré-candidato.

A condenação de Lula foi um grande baque para o Partido dos Trabalhadores (#PT) e a cúpula da organização política deve se reunir para decidir o futuro nas eleições de 2018, porque mesmo mantendo Lula como pré-candidato à Presidência, seria interessante para o partido ter um outro nome forte para se eleger, caso o petista seja condenado no meio de sua campanha, ou até mesmo dias antes das votações.

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Há rumores de que a ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016, estaria com desejo de retornar à Presidência da República em 2018, caso o ex-presidente Lula não possa se candidatar. O nome mais cotado dentro do partido é ela.

Isso se dá pelo fato que Dilma Rousseff sofreu o impeachment por responsabilidade fiscal, o que não impede a mesma de se recandidatar ao cargo máximo do Poder Executivo. O que impediria a mesma seria uma cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por ter recebido dinheiro de caixa 2 na campanha presidencial, mas foi absolvida desta acusação.

Michel Temer

O presidente Michel Temer pode sair do governo por estar sendo acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por ter protagonismo em atos de corrupção passiva. Ele é denominado pelos petistas como "o golpista" por ter sido um dos protagonistas na queda de Dilma Rousseff. #Eleições 2018