Em setembro, conforme decisão do Senado Federal, Raquel Dodge irá assumir a Procuradoria Geral da República, ocupando o lugar de #Rodrigo Janot. Prestes a assumir um cargo de muita importância no Brasil, Dodge fez um questionário contendo quarenta perguntas a serem encaminhas para Rodrigo Janot. A futura comandante da procuradoria quer que Janot responda ao questionário até está próxima quarta-feira, 19 de julho.

O objetivo das perguntas é para entender a proposta orçamentária do Ministério Público Federal (#MPF). Raquel quer ter essas respostas o quanto antes e justificou ao presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que o Conselho Superior irá apresentar as propostas no dia 25 de julho e ela pede explicações para Janot antes da decisão final.

Publicidade
Publicidade

Entre as perguntas, Raquel enfatizou o orçamento para o prosseguimento da Operação #Lava Jato.

Entre as várias questões apresentadas por Dodge, há perguntas sobre a Lava Jato em que a futura comandante da procuradoria pede explicações e que recentemente causou repercussão na mídia após críticas de procuradores. Raquel quer entender de Janot o porquê do orçamento para as investigações da Lava Jato terem sido reduzidos. O pedido feito pelo grupo que trabalha em uma das maiores investigações anticorrupção já feitas no Brasil, pediu um valor de R$ 1,650 milhão, mas a procuradoria acatou apenas R$ 522 mil para serem destinados à força-tarefa.

Raquel pergunta claramente, questionando o porquê da redução tão drástica para a força-tarefa no ano de 2018 e também qual foi o valor programado para força-tarefa neste ano de 2017.

Publicidade

Entre outros questionamentos, Raquel Dodge cita construções, planos internos de manutenções, nomeações de concursados e sobre vários gastos do Ministério Público Federal.

Outros membros do MPF também poderão mandar seus pareceres com críticas e sugestões para a proposta orçamentária do órgão, que será concluída até o dia 25 desde mês.

Lava Jato 'ameaçada'

Os procuradores da República criticaram intensamente o governo do presidente Michel Temer após a superintendência da Polícia Federal do Paraná desmanchar a força-tarefa da Operação Lava Jato, prejudicando o rumo das investigações. Pessoas que se dedicavam na Lava Jato e também na Operação Carne Seca iriam sair do setor e se deslocar para a Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas).

O desligamento desses profissionais iria prejudicar o desenvolvimento de atuais investigações e também paralisar futuras.