A crise política que envolve diretamente o governo federal, principalmente, o presidente da República, #Michel Temer, atingiu novos "contornos", em se tratando da polêmica votação em que foi aprovada a reforma trabalhista no Senado Federal. Após a aprovação da íntegra do projeto de reforma trabalhista apresentado pelo Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (11), em votação que foi concretizada em Plenário repleto de parlamentares no Senado Federal, uma nova "dor de cabeça" chega ao presidente da República.

Tata-se do comprometimento, por parte do governo federal, em alterar alguns pontos considerados muito "polêmicos" no projeto original, como por exemplo, em relação à não obrigatoriedade do imposto sindical, além do ponto apresentado no texto relacionado à permissão do trabalho para lactantes e gestantes que estejam a desempenhar sua funções em condições consideradas insalubres, como um dos pontos que causam muita discussão no Congresso Nacional.

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De acordo com o que foi acordado entre líderes partidários, o presidente Temer ficou de rever alguns pontos aprovados pela reforma.

Rodrigo Maia 'irrita' congressistas

O presidente da Câmara Federal, #Rodrigo Maia, que é o sucessor natural para o cargo de presidente da República, se for aprovado o afastamento do presidente Michel Temer, acarretou uma grande discussão, a partir da repercussão em suas declarações de que não iria fazer ajustes no projeto que trata da reforma trabalhista, através de uma medida provisória que seria enviada pelo governo para que fosse editada.

Entretanto, durante a madrugada desta quarta-feira (12), logo após a aprovação da reforma trabalhista sem modificações, Rodrigo Maia chegou a escrever, em sua rede social do Twitter, que a Câmara Federal não iria implementar o início de nenhuma votação, em relação à apresentação de uma medida provisória a respeito de alterações no texto do projeto inicial de reforma trabalhista.

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A decisão de Maia acaba contrariando exponencialmente a promessa de Temer feita a senadores de que iria alterar pontos cruciais do projeto.

Senadores, tanto da base de sustentação ao governo do presidente Michel Temer, quanto da oposição, se manifestaram indignados com a indicação a ser dada por Rodrigo Maia. O senador Lasier Martins (PSD-RS) afirmou que Maia "como um aspirante à presidência da República", estaria atuando mais como um ditador. A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) afirmou ainda que Maia não teria "nenhum poder" para que barrasse o acordo. Já o senador Armando Monteiro (PTB-PE) ressaltou que a manifestação de Maia seria a de alguém que já "estava se vendo na cadeira do presidente da República", ao invés da presidência da Câmara e que a intenção de Maia seria mesmo "enfraquecer Temer". #Corrupção