O juiz federal Sérgio Moro deu ordem para que o Banco Central confiscasse, nesta terça-feira (18), a quantia de R$ 606.727,12 do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. O bloqueio está relacionado com a Operação Lava Jato, na qual Lula foi condenado em primeira instância, na semana passada, a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Foi a pedido do Ministério Público Federal que Sérgio Moro fez o bloqueio do montante que estava em posse do petista. A soma estava dividida em quatro bancos: R$ 21.557,44 (Itaú), R$ 63.702,54 (Bradesco), R$ 123.831,05 (Caixa Econômica Federal) e R$ 397.636,09 (Banco do Brasil).

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Somando a esse confisco, Moro também mandou bloquear mais três apartamentos, dois automóveis e um terreno do ex-presidente Lula. Todos esses bens estão localizados na cidade de São Bernardo do Campo (São Paulo).

O pedido do confisco do dinheiro, dos imóveis e dos automóveis de Lula – por parte do Ministério Público Federal – aconteceu na data de 4 de outubro de 2016, correspondendo à parte exigida pelo órgão de 50% do patrimônio do petista.

A afirmação da Procuradoria da República do dinheiro ilícito de Lula

Na solicitação, a Procuradoria da República disse que, depois de tomar posse da Presidência da República, Lula liderou uma organização que tinha por objetivo de angariar dinheiro ilegalmente para o seu próprio benefício. Segundo o órgão, o petista estava desviando dinheiro para “enriquecimento ilícito”, além de comprar deputados e senadores e patrocinar campanhas de políticos que fizessem o seu gosto dentro do congresso, objetivando a permanência “criminosa no governo”.

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Procuradores almejavam uma soma bem maior

Os procuradores da Operação Lava Jato almejavam o confisco de uma quantia bem maior que a bloqueada. Eles queriam o confisco de R$ 195,2 milhões, além de aumentos e multas para diminuir o estrago que o petista causou. No entanto, os procuradores não afirmam que essa soma seja do ex-presidente. Esse dinheiro faz alusão ao rombo que a Petrobras sofreu durante o governo do ex-presidente.

Também está incluída na solicitação da Procuradoria da República o bloqueio dos bens de dona Marisa Letícia, mulher de Lula, que faleceu no início de fevereiro deste ano. No entanto, a ex-primeira-dama teve sua punição abolida.

A tentativa de reparação

Na decisão, o juiz Sérgio Moro ordenou o bloqueio do tríplex em Guarujá e estabeleceu uma quantia de reparação no valor R$ 16 milhões ao ex-presidente e a mais dois acusados: o executivo Agenor Franklin Medeiros, da OAS, e Léo Pinheiro, presidente da mesma empresa. #Confisco dos Bens de Lula #Sergio Moro