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O ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, nunca se preocupou que um dia pudesse ser pego pela Operação Lava Jato [VIDEO], e subestimou as investigações do juiz federal Sérgio Moro.

Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff a assumir a presidência da Petrobras, em fevereiro de 2015, no lugar de Graça Foster, Bendine se mostrava tranquilo e mantinha um esquema criminoso de propina mesmo com a #Lava Jato no auge das investigações.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa disse que se surpreendeu com a audácia de Bendine, por essa razão ele defende que seja decretada a prisão preventiva do ex-presidente da Petrobras.

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A Operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) foi batizada de "Cobra", se referindo ao codinome do executivo na planilha de propina da Odebrecht. A socialite famosa Val Marchiori também está envolvida [VIDEO]no beneficiamento de irregularidades cometidos por Bendine. Ele conseguiu um financiamento de R$ 3 milhões para ela, sendo que a apresentadora não possuía requisitos necessários para conseguir todo esse dinheiro.

Sérgio Moro

Sérgio Moro decretou a prisão temporária do suspeito e ressaltou que sua prisão "joga luz sobre o mundo de sombras que encobre sua atividade".

A Lava Jato descobriu uma viagem já marcada pelo suspeito com destino à Portugal. Ele só tinha comprado a passagem de ida e como ele possui cidadania italiana também, a sua viagem poderia ser uma fuga da justiça brasileira.

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Para o Ministério Público Federal (MPF), Moro deveria determinar a prisão preventiva e não a temporária, porém, Moro quer juntar mais provas das investigações para concluir suas análises.

O ex-presidente do BB usou o nome da ex-presidente Dilma Rousseff para conseguir propina da construtora Odebrecht, porém, ainda não foi constatado participação da petista no caso.

Corrupção

O magistrado observou que Bendine apagava todos os rastros ilícitos para escapar da Justiça. De acordo com Moro, o suspeito agiu com grande cautela e se utilizou de aplicativos que promovem a destruição automática de mensagens enviadas e recebidas.

Segundo Moro, a prisão temporária dele não o obriga a ter que confessar os possíveis crimes. O juiz explicou isso devido vários advogados e políticos acharem que a Lava Jato força os investigados a fazerem delação premiada.

O juiz deixou claro que enquanto estiverem presos, os suspeitos podem ficar em silêncio se preferirem, sem prejudicar em nada a sua defesa. Nessa Operação foram presos também os irmãos Antonio Carlos e André Gustavo Vieira. #Corrupção #Sergio Moro