Após o encontro do G20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo, junto a União Europeia), o presidente #Michel Temer começou a se preparar para resolver um grande impasse com o seu retorno ao país que será restabelecer o apoio do PSDB, mesmo que seja necessário dirigir-se ao ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Entenda o clima no Congresso

Realmente a volta para o Brasil de Michel Temer talvez seja um dos maiores desafio de sua vida pública. Tudo porque o clima com aliados no Congresso Nacional não está dos melhores, ocorre que logo que foram divulgados os primeiros nomes de parlamentares peemedebistas e ministros governistas acusados de estarem envolvidos no esquema de corrupção, o tempo fechou na capital federal.

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E para piorar, a denúncia no Supremo Tribunal Federal de autoria do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra o próprio Temer com a acusação de receber vantagens indevidas (propina), ensejando no crime de corrupção passiva, foi a gota d'água para os aliados do governo.

De fato, as ocorrências deixaram o #PMDB em maus lençóis. Nem é preciso comentar, mas as alianças políticas naturalmente estremeceram, e a prova disto foi o PSDB, um partido até então considerado forte, que decidiu abandonar parcialmente o barco, mesmo tendo o nome do senador Aécio Neves na mesma situação, porém com mandado de prisão e pedido de afastamento do Senado Federal arquivados, pela Suprema Corte (STF).

No entanto, conforme burburinho no Planalto, os tucanos estão convencidos de que a melhor opção é "abandonar o barco" o mais rápido possível, como circula na imprensa.

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Inclusive, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino do partido, sugeriu o nome do presidente atual da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como sucessor de Temer. Já o tucano Cássio Cunha Lima, foi categórico e afirmou que o Governo Temer, está "no início do fim".

Todavia, com tantos dessabores Michel Temer está bastante encrencado e não foi a toa, que recorreu aos préstimos do ministro Antônio Imbassahy (PSDB-BA), para agendar urgentemente um encontro para a próxima segunda-feira (10), com o cacique do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Sobre o conteúdo, nada foi declarado pela assessoria de comunicação do Palácio do Planalto.

A aposta é que essa seja realmente a última tentativa de Temer. [VIDEO]Apesar de FHC após o vazamento da delação de Joesley Batista, da JBS, solicitou com veemência a renúncia do peemedebista. Inclusive, destacou que seria um "gesto de grandeza", se Temer chamasse as eleições diretas, esclareceu a reportagem da colunista do site "G1", Andréia Sadi.