A noite de domingo (30) serviu para que Michel Temer e aliados realizassem um encontro para lidar com a realidade dos fatos. A contagem do Planalto de que o peemedebista teria pelo menos 260 votos ao seu lado contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção não vai acontecer. O encontro serviu para que fosse feita uma contagem mais realista.

Também ficou definida a estratégia que a base aliada irá usar na quarta-feira. O governo quer que a sessão dure o menor tempo possível, por isso, será apresentado um requerimento em algum momento da sessão para solicitar que o debate seja encerrado e parta-se logo para a votação.

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A ideia do Planalto é não dá espaço para que a oposição utilize seu tempo com mais desgastes da imagem de #Michel Temer.

Oposição

A oposição precisa de pelo menos 342 votos para conseguir dar prosseguimento à denúncia contra Temer. É sabido que provavelmente esse número não seja alcançado, então, a estratégia preferida pela maior parcela da oposição é não dar quórum suficiente para votar e obstruir a sessão. A intenção é algum outro fator surja nos próximos dias para mudar a balança, que hoje pende para o lado de Michel Temer.

Uma das fichas da oposição, por incrível que possa parecer, é o PSDB. Metade da bancada, que é composta por 46 deputados, deve votar com Michel Temer. Caso o partido resolva desembarcar do governo, os votos dos tucanos seriam muito sentidos. #Dentro da política