Ao menos no discurso do representante máximo do Executivo brasileiro, há uma agenda bastante positiva em curso no país. Nesta terça-feira, 25, durante a cerimônia de posse do novo ministro da Cultura, em Brasília, Sérgio Sá Leitão, o #Presidente Michel #Temer aproveitou o espaço para falar sobre os novos rumos que tem visto a economia nacional tomar. Ele não mencionou qualquer tipo de existência de "crise" - palavra tão utilizada nos últimos tempos no noticiário de política.

As declarações desta terça-feira foram bastante semelhantes com as ditas no início do mês, na Alemanha, quando Temer esteve na Europa para o encontro da cúpula do G-20.

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Na ocasião, foi veemente ao dizer que "não há crise econômica no Brasil", citando índices de desempegro, das indústrias e do agronegócio. No final de junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calculou em 13,8 milhões de pessoas o desempegro, o que resulta em 13,3% - números considerados estáveis pelo instituto com relação ao trimestre anterior.

"Depois de termos passado por uma longa recessão, agora estamos começando a respirar os ares de uma nova economia e novos costumes no país", disse o presidente durante a posse do seu novo ministro da Cultura.

Sem ser muito específico, o peedemista admitiu a existência de "dificuldades" para a sequência das ações do seu mandato, mas pregou o otimismo para a superação de todo e qualquer obstáculo. Ele ressaltou que ser otimista é um dos pontos fortes do cidadão brasileiro.

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"Naturalmente, nós devemos seguir trabalhando para retirar qualquer tipo de pessimismo que venha a existir... Temos dificuldades? Claro que as temos, sim. Só que isso é algo mais ou menos histórico no Brasil", destacou Temer, antes de ressaltar o componente "otimista" que envolve a população brasileira.

"É exata a capacidade de recuperação do povo brasileiro. Capacidade de otimismo, de crenças em nossas instituições, e hoje já existe a crença de que o país está se transformando", acrescentou.

Futuro em jogo

Desde a "bomba" revelada por O Globo, ainda em maio, quando do vazamento do áudio entre o empresário da JBS, Joesley Batista e Michel Temer, em que fica implícito supostos desvios de conduta do presidente, o peemebista tem passado por diversas "provações" no cargo. Ao mesmo tempo, desde o primeiro instante, garantiu que era vítima de mentiras e que não passava por sua cabeça renunciar.

Mas Temer ainda luta e trabalha nos bastidores pelo cargo. Isso porque no próximo dia 2 de agosto o seu futuro político terá um decisivo capítulo.

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Está marcado para esse dia, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, a votação a respeito da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusou Michel Temer [VIDEO] do crime de corrupção passiva.

Internamente, o Palácio do Planalto trabalha com a possibilidade de que cerca de 80 deputados sigam indecisos quanto ao voto a ser dado no dia 2. Por isso, Temer tem intensificado os contatos por telefone em busca de apoio para barrar o prosseguimento da denúncia. De acordo com o portal UOL, Temer pessoalmente tem ligado para cada um dos parlamentares indecisos.

A sistemática da votação será semelhante ao processo de impeachment, que destituiu Dilma Rousseff do cargo ao longo do ano passado. Para que a Câmara valide a denúncia da PGR e que posteriormente ela siga ao Supremo Tribunal Federal (STF), são indispensáveis dois terços dos votos dos deputados, o que indica um mínimo de 342 votos pró-Temer. Para ter uma maior margem de segurança no dia da votação, o Planalto espera angariar a palavra de no mínimo 300 deputados para ter tranquilidade na "vitória" sobre a denúncia.